Giovanni Jankovic narrando
Toc, Toc.
Giovanni- Entra.
Virgínia- Senhor Jankovic seu irmão está aí.
Giovanni- Mande-o entrar.
Gilberto- Claro que vou entrar, sou seu irmão preciso ser anunciado não.
Virgínia- Desculpe-me Gilberto mais todos são avisados.
Gilberto- Jankovic.
Virgínia- Como?
Gilberto- Senhor Jankovic, você transa com meu irmão, não comigo, não temos i********e alguma para me tratar por primeiro nome, se é que me entendi.
Giovanni- Cala a boca Gilberto, e fala logo o que veio fazer aqui.
Gilberto- Ô perdoa-me se ofendi a vossa f**a alteza não foi da minha índole, mais se me tratar com i********e, tá querendo algo a mais, não acha? Kkk
Avanço para cima dele o pegando pelo colarinho do seu terno.
Giovanni- Se quiser sair daqui direto pro caixão irmãozinho é só falar p***a.
Gilberto- Calma, calma, deixe sua raiva para depois quando contar o que vir fazer aqui.
O solto me sentando novamente na minha cadeira.
Giovanni- Pode se retirar Virgínia.
Gilberto- Olha quanta i********e.
Olho para ele, com a pior carranca que tenho, para ele ver que não estou em um bom dia, muitos menos para suas gracinhas.
Virgínia- Sim senhor.
Ela se retira e ele me olha com arzinho de deboche, que tenho vontade de tirar no soco.
Giovanni- Fale logo que não tenho o tempo todo.
Gilberto- 2 meses.
Giovanni- Como?
Me ajeito na cadeira não entendendo o que ele quer dizer com isso, mais ao olhar bem em seus olhos, e ver o seu deboche novamente surgir, e já sei da merda que ele está falando, já me levanto da cadeira passando as mãos pelo cabelo, quando estou nervoso tenho esse hábito, ando até o bar que tem aqui, me servindo de uma boa velha generosa dose de whisky, virando tudo em seguida.
Giovanni- Ela não conseguiu reverter essa situação com o conselho?
Gilberto- Você melhor que ninguém sabe que acordos não são desfeitos na máfia, que não existe isso, e até ela mesmo, foi tolice ter indo recorrer para poder impedir desse casamento acontecer.
Giovanni- Merda, eu sei p***a, mais achei que a dona da p***a toda, fosse conseguir isso, já que consegue tudo o que quer.
Gilberto- Já estava fazendo acordo de casamento com a sua f**a? Kkk
Giovanni- Vá se ferrar.
Gilberto- Pobre Giovanni, foi logo se apaixonar pela filha do ex presidente, filha essa que sabe e sempre soube que jamais poderia ter algo, a não ser só f**a mesmo, já que nem parte da máfia ela faz.
Giovanni- Eu sei merda, não estou apaixonado.
Gilberto- A quem quer enganar irmão? Você tá de quatro por ela desde quando pós seus olhos nela, você engana todos a sua volta, menos eu, sou seu sangue, seu irmão.
Giovanni- Você acha que eu queria essa merda toda? Ter nascido na máfia, não poder me casar com quem realmente quero, ter que ser obrigado a casar com quem odeio, que não consigo nem olhar na cara direito, não a suporta p***a.
Gilberto- Foi a frente com isso tudo porque quis, não é o que parece já que a protege tanto.
Giovanni- Não tenho escolha, faço porque sou obrigado, porque tenho o cargo de ser o seu consigliere, não faço por nutrir algo por ela, e sim por obrigação, de dever como consigliere, e protegemos os nossos, não pense que gosto dela, ou faço isso por prazer, é uma mulher caprichosa que sempre teve tudo o que quis, soberba, se acha melhor que todos, não a suporta p***a.
Gilberto- Mais ela é, você querendo ou não ela é, e a dona da p***a toda como você mesmo disse, acabe logo com isso tudo, não pense que Kiara te deixará a trair fácil, a conhece bem para saber disso, ela não é mulher de se deixar ser traída, ou enganada.
Giovanni- Ela que não chegue perto da Virgínia, nosso casamento não passará de uma fachada, jamais me deitarei com ela, morrerá virgem se depender de mim.
Gilberto- Se eu fosse você não teria tanto certeza assim.
Giovanni- O que quer dizer com isso?
Gilberto- Esse casamento vai ser muito divertido, e eu vou me divertir muito de camarote sentado tomando minha bela tequila.
Giovanni- Vá se ferrar merda.
Ele sai rindo com esse sorriso de deboche que tenho vontade de arrancar o socando, mais se eu fazer isso minha mãe me mata, ela não gosta de ver os filhos brigando, e sim unidos como diz ela, um cuidando do outro, derrubo tudo com raiva, ao pensar no que ele falou, suas palavras tem duplo sentindo.
Giovanni- MERDA.
Virgínia- O que foi?
Virgínia fala assim que entra na minha sala e ver tudo espatifado no chão, ela caminha até a mim, a pego no colo a colocando encima da mesa, coloco sua calcinha de lado, já que está de vestido e facilita muito para mim, o que é muito bom, preciso aplacar essa raiva que me domina.
Giovanni- Preciso estar dentro de você agora.
Falo e entro nela fundo e forte, vou estocando duro e forte, fazendo ela me sentir todo dentro dela, do jeito que gosto, e por estar com essa tensão toda sobre mim, nessas horas minha líbio fica ainda maior, e meus termos na cama já não são bons, nessas horas piora, tento o máximo que posso não deixar isso de espirrar sobre a Virgínia que não tem culpa de nada, mais é mais forte que eu, e me perco nesse caminho sem volta, entrando e saindo cada vez mais forte e fundo, descarregando toda minha raiva no sexo, o desejo cru toma conta de mim, não me deixando raciocinar direito, e quando Virgínia goza, eu me permito ir ainda mais além e gozar, jogando toda tensão longe, mais ao sair de dentro dela, e olhar para ela, vejo as marcas dos meus dedos em volta do seu pescoço, e lágrimas em seus olhos, p***a, eu a machuquei, quem não deveria ser machucada nunca.
Giovanni- Virgínia me perdoa, eu me descontrolei e acabei…
Virgínia- Descontando em mim toda sua raiva, jogando toda tensão e raiva para fora, usando o sexo em mim para fazer isso.
Passo as mãos pelos cabelos nervoso, e puto comigo mesmo por ter sido esse cafajeste com ela, e por estar a fazendo chorar.
Giovanni- Eu não queria, juro para você que não queria fazer isso.
Tento tocar nela para a trazer para mim e abraçá-la, mais ela não deixa.
Virgínia- Não me toca.
Giovanni- Me deixa cuidar de você, só isso que te peço, não foi intencional.
Virgínia- Eu confiei em você, me entreguei como sempre de corpo, alma e coração e você me machucou, usou o sexo para aplacar a sua raiva.
Giovanni- Merda, eu sei que a machucou, e juro que não foi intencional, me perdoa?
Virgínia- O que houve para estar assim? Nunca foi assim comigo, me diz?
Sair de perto dela passando novamente as mãos pelos cabelos cada vez mais nervoso com esse assunto, merda, merda.
Virgínia- Giovanni?
Giovanni- Vou ter que me casar.
Virgínia- Quando?
Giovanni- 2 meses.
Virgínia- Quem é ela?
Giovanni- Minha chefe, Kiara Ballard.
Só de pronunciar esse nome sinto a repulsa em mim subir.
Virgínia- Mas e nós? Não vai se casar comigo? Disse que me amava Giovanni, era tudo mentira?
Me viro e seu rosto está banhado por lágrimas, merda mil vezes merda, não gosto de vê-la chorar, muito menos que eu seja o causador disso.
Giovanni- Sabe muito bem que não podemos nos casar, que não pertence a máfia.
Virgínia- Só largar tudo isso e vir comigo, você tem sua empresa, não precisa disso, o bastante para nós.
Giovanni- Não tenho escolha, nasci na máfia, e só se sai dela morto.
Ela me olha com os olhos arregalados com essa descoberta.
Virgínia- Vai me deixar Giovanni? Não significo nada para você?
Giovanni- Sabe que sim, não vou deixá-la, vamos dar um jeito nisso, tudo bem?
Digo a abraçando tentando conforta-lá em meus braços, acaricio seus cabelos e os cheiro, esse cheiro me acalma.
Virgínia- Vai morar com ela?
Giovanni- Sim.
Virgínia- Então vai ter relações com ela?
Giovanni- Isso não, nosso casamento será de fachada.
Virgínia- Te amo, e não quero ficar sem você.
Giovanni- Xiii calma, vai ficar tudo bem.
A beijo, uma mão envolve seu cabelo a puxando ainda mais para mim, a outra, desço até seus s***s, os tiro para fora, largo sua boca, e vou distribuindo beijos por seu pescoço até chegar em seus m*****s e bafa-los, ela arfa gemendo.
Virgínia- Aaa.
Vou chupando entre um e outro, aperto com os dedos fazendo pressão no bico, massageio, vou chupando com intensidade até vê-la gozar, quando vou entrar dentro dela, a porta é aberta.
Tony- Me perdoa, não sabia que estaria assim, vou esperar aqui fora, é urgente.
Ele fala saindo, Virgínia está morta de vergonha, suas bochechas acertaram em tom vermelho, mais eu a cobrir com meu corpo para que Tony não a visse assim, saiu de perto dela, me recompondo, ela faz o mesmo também, e sai, e Tony passa pela porta.
Tony- p***a, poderiam ter fechado a porta, assim me pouparia de ver o meu amigo quase fodendo a secretária.
Giovanni- Vai se ferrar Tony, o que você quer?
Tony- Os investidores estão querendo uma reunião, os velhos estão querendo um acordo que pelo o que vejo beneficia somente a eles.
Giovanni- Merda, esses velhos acham que podem nos passar a perna? Grande erro da parte deles.
Ligo para Virgínia.
Virgínia- Sim, senhor?
Giovanni- Prepara a sala de reuniões agora.
Virgínia- Sim senhor.
Tony- Bora lá massacra-los.
Olho para ele, Tony as vezes se sente aqui em uma organização da máfia.
Tony- O que foi?
Giovanni- Aqui não é a organização da máfia tony.
Tony- Bem que poderia ser, e até poderiam me aceitar kkk.
Nego com a cabeça e vamos para a sala de reuniões, Tony é o meu braço direito aqui na empresa, o vice-presidente e ainda mais é advogado, um f**a advogado só não exerce essa função, mais ninguém consegue nada sem chegar até ele antes, porque ele além de fazer o seu trabalho como vice-presidente, faz como advogado, mesmo tendo um na empresa, ele faz excelente isso, somos grandes amigos a bastante tempo, e ele sabe muito sobre mim, principalmente que sou o consigliere da máfia, inclusive sonha em ser um m****o da organização, mais infelizmente só pode quando se nasce nela, quando se tem o sangue mesmo.
Giovanni- Não tenho todo tempo do mundo, espero que façam essa reunião valer a pena.
Digo aos Velhos investidores assim que entro na sala, nos sentamos, Virgínia nos serve um café, escuto a proposta deles em pensar que podem me passar pra trás que não estou a par de toda a situação, já de saco cheio dessas baboseiras toda, até porque tenho que ir para a fortaleza Ballard da máfia atrás da minha querida chefe.
Giovanni- O acordo vai continuar como decretei, e não pensem em hipótese alguma, que podem me passar para trás, grande erro da parte de vocês, ou vai ser assim como eu decretei, ou haverá consequências fortes para cada um.
Os velhos ficam pálidos e com os olhos arregalados, afinal sabem que estão entre a cruz e a espada sem saída alguma, encerro a reunião deixando claro que a minha palavra é única e o que basta, saiu e vou para a fortaleza Ballard atrás da minha querida chefe que mais uma vez quer fazer o trabalho dos seus soldados, como digo ela se acha melhor e superior, uma grande merda isso tudo.
Gilberto- Chegou irmãozinho para o grande show.
Fecho a cara para ele dando espaço a carranca que carrego, frio e mau humorado como de costume, vou até o bar daqui do galpão e me sirvo do meu bom e Velho Whisky, pois é o galpão aqui não é algo nojento ou r**m não, muito confortante, dividido por várias etapas, tudo limpo e organizado, o primeiro que vejo sendo assim, e quem montou ele assim, foi o senhor Ballard junto com ela, para isso tenho que admitir que ela foi boa nisso em ter essa ideia e colocar em prática junto com seu pai, sento-me na cadeira e observo tudo atentamente a minha volta, um homem pendurado amarrado, ela chega e fingi que não me vê, como sempre ignorando minha existência, só nos falamos o básico e o necessário, quando é o caso de aconselhar ela, ou levar algo até ela, sobre esse quesito ela me escuta, afinal de contas sou seu Consegliere e estou aqui para orientá-lá antes dela fazer qualquer coisa, sou sua sombra, observo bem ela, toda de preto já que é a sua cor preferida desde muito nova, me pergunto se não usa outra cor, ou se até as peças íntimas são pretas também, mais o que estou pensando, é uma merda mesmo.
Kiara- Pode começar a falar, olha que maravilha estou lhe dando o direito de falar sem precisar colocar minhas belas mãos em você.
Juvenal- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Acha mesmo que você me dá medo?
Não deve nem fazer cócegas, horas, uma mulher querendo me causar pânico kkkkkkkkkk lugar de mulher é na cozinha e na cama enquanto como gostoso, estou a disposição delícia.
Grande erro da parte desse babaca ter falado isso, com certeza não conhece ainda a fama da diaba angelical vai conhecer agora, a diaba angelical rasga com a sua adaga as partes íntimas do homem sem nem precisar retirar as vestes dele, e suas partes íntimas cai tudo no chão, e só se ver sangue escorrendo e o homem gritando igual um louco, chega me incomodar essa gritaria toda nojenta dele.
Kiara- Uai, o pobre homem está gritando igual um estético porque?
Achei que fosse homem o suficiente para aguentar tudo isso sem dar um pio, já que foi para fazer algazarra de sua chefe, e ainda dizer que lugar de mulher é na cozinha e na cama enquanto você come, pois bem, vou te mostrar como é que você vai comer de agora adiante.
Juvenal- Não.. por… favor… misericórdia… não faz.. mais isso… eu imploro.
Ela pega os restos das partes do homem e coloca tudo em sua boca, e ele vomita tudo e desmaia em seguida, não aguentando nada.
Kiara- Um bosta mesmo.
Ela não satisfeita, dá choque nele por todo seu corpo, e jogando água fria em seguida fazendo com que o homem acorde fraco demais e mau se aguentando, esse não vai durar muito tempo não.
Kiara- Então vai falar? Ou ainda quer continuar com a brincadeira? Estou só começando e adorando tudo isso.
Juvenal- Eu.. imploro.. eu conto.. eu conto, tudo.. mais não.. faça.. mais nada.. comigo.
Kiara- Não farei se me contar tudo que sabe, sem ocultar uma vírgula sequer.
Juvenal- Eu conto.. tudo.
Assinou sua sentença de morte agora, por deixar se enganar por sua aparência angelical que de angelical essa não tem nada, muito menos dó de ninguém, nem misericórdia, se existe mulher mais fria em nosso meio igual ela, eu desconheço, mata a sangue frio, e ainda engana todas as suas presas, como uma serpente, fingi ter ido embora para só depois retornar e dar o bote final, e o mesmo ela fará com ele, depois que conseguir tirar tudo dele.
Juvenal- O capô.. da máfia.. russa.. ele quer.. a sua cabeça..
Estranho o que ele disse, até Kiara que direciona o olhar a mim, nos entendemos o porque disso e como, porque temos uma aliança com eles.
Kiara- Conte o restante.
Juvenal- Tem um.. entre os seus.. que quer, o seu trono.. e levou informações.. para o meu chefe… que você.. está o traindo.. armando contra.. ele.
Kiara- Quem é?
Juvenal- Eu não sei..
Kiara- Não sabe, ou não quer falar? Se quiser um jeito difícil, podemos tentar.
Juvenal- Eu imploro, eu juro, que não sei.. só recebi.. ordens do.. meu chefe.. que era.. para mim.. te matar.
Giovanni- Ele está falando a verdade, não sabe mais que isso que acabou de dizer.
Kiara- O que pretende?
Giovanni- Terminar logo com isso, como você adora, que conversaremos no escritório.
Kiara- Tire esse sorrisinho de deboche dos lábios senhor Jankovic.
Giovanni- Saudações ao d***o, difunto.
Juvenal- Eu imploro.. minha rainha.. eu contei tudo.. não me mate.. por favor..
Kiara- Você sempre estragando as minhas festinhas senhor Jankovic.
Giovanni- Divirta-se diaba angelical.
Assim que me viro para sair, ela corta fora a cabeça do homem que cai perto de mim, olho para ela.
Kiara- Perdi a vontade de continuar com a brincadeira.
Giovanni- Perdeu?
Kiara- Te vejo no escritório senhor Jankovic.
A diaba fala piscando e some do meu campo de visão, mulher infernal, droga, onde que fui me meter, vou para o escritório chego e me sirvo de whisky novamente, logo ela entra com seu cão de guarda, de banho tomado, cabelos lavados, dessa vez de vestido justo que vai até metade da sua canela, batom vermelho nos lábios, bota preta contorno de salto grosso médio, seu cheiro invade o ambiente, merda, mil vezes merda.
Kiara- Pode começar a dizer.
Ela fala se sentando em sua poltrona luxuosa, e meu irmão fica de pé mesmo ao seu lado, e eu me sento em sua frente.
Giovanni- Como aquele homem conseguiu chegar até você para tentar te matar? Que merda aconteceu?
Gilberto olha para a diaba e ela não devolve o olhar, mantém a sua postura inabalável, que dá vontade de tirar na marra.
Kiara- Estava em uma boate de um conhecido me divertindo, só levei dois seguranças, acabei exagerando na bebida com esse conhecido e na hora de ir embora, acabei me distanciando dos seguranças, e quando dei por mim estava com uma faca em meu pescoço, satisfeito senhor Jankovic?
Giovanni- Que merda tu acha que estava fazendo? Em uma boate, com dois seguranças só, e ainda bebendo para depois não saber o que estava fazendo?
Kiara- Não manda em mim, muito menos ficar me controlando dizendo o que posso ou não.
Giovanni- Você é a p***a da chefe, você foi irresponsável, que merdas acha que tem na cabeça para fazer isso? Poderia estar agora em um túmulo p***a.
Kiara- Fale comigo direito, sou sua chefe a dona disso tudo.
Giovanni- Agora você é a chefe, na hora de ser repelida, na hora de fazer merda, de não se cuidar, de se divertir como você mesmo disse, aí você não pensou como chefe.
Kiara- Eu sou humana, sou mulher, antes de ser a chefe, nem tudo gira somente em torno da máfia, eu tenho minha vida pessoal também, nem tudo se resume somente a máfia e a trabalho.
Giovanni- Acontece que a máfia vem em primeiro lugar em tudo, absolutamente tudo, mais isso eu não preciso te lembrar porque você sabe muito bem disso.
Kiara- Eu sei disso, e não precisa me lembrar de exatamente nada.
Mais você não entenderia.
Ninguém.
Giovanni- Não, porque não sou mimado, muitos menos caprichoso, que sempre teve tudo o que sempre quis, de bandeja.
Kiara- Não se atreva a falar isso, porque você melhor que qualquer pessoa sabe o que tive que fazer e provar pra ser a mulher que me tornei, o que enfrentei no percurso do caminho, isso tudo porque sou mulher, e na máfia não existiu mulher mafiosa até eu mudar isso, e você sabe que não cheguei onde estou por simples capricho ou porque sempre tive tudo o que eu sempre quis não, ou por direitos do trono ser meu por direito, eu tive que provar que era merecedora e provei, então não fale essas merdas para mim, você não sabe o peso que carrego por simplesmente ser mulher, em nosso meio como são todos machistas, o que tenho que ouvir e ver, por simplesmente ser mulher e ter um rosto angelical, talvez se eu tivesse uma carranca no rosto eu não seria tratada assim, todos me conhecem por fora, porque eu permito que me conheçam, mais ninguém, absolutamente ninguém me conhece por dentro, o que sinto, o que carrego, somente eu mesma, agora se já falou merdas demais, estou me retirando, licença.
Ela fala saindo com a mesma postura de sempre que conheço, inabalável, fria e sem sentimentos, mais ainda sim, pude perceber o quão rude nas palavras fui com ela, e que me deixei elevar pelo ódio que sinto dela, sei o quão ela demonstrou ser forte, e o como suas palavras foram como um tiro certeiro em mim.
Gilberto- Você como sempre consegue ser pior que os inimigos dela, não sei como o pai dela ainda deixou você ser o Consegliere dela, e além do mais esse acordo i****a o quão que vocês tem de se casar, ele sempre soube o ódio que carrega por ela, afinal você não faz questão de esconder isso em hipótese alguma, as vezes me pergunto se não fosse traição, se você se hesitaria em fazer m*l a Kiara.
Olho em seus olhos para ter a certeza do que acabei de escutar e ao ver, sim, eu escutei o que achei que tinha escutado errado, ele sai do escritório me deixando só, quebro o copo em minhas mãos sentindo a raiva me dominar, e vou para meu carro com a mão ensanguentada, enrolo em uma faixa e vou para casa, pensando em tudo que meu irmão disse, eu nunca faria m*l a ela, posso não gostar dela, não suportar ela, mais m*l a ela não, isso não, não quero também o m*l dela, só não consigo vê-la com outros olhos, vê-la diferente, não a vejo como uma mulher linda e atraente, nunca vi, somente a vejo como a lenda da Iara que é representada por uma bela sereia que atrai homens com o seu irresistível canto para o fundo dos rios, local de onde eles não voltam nunca mais, porém a diferença é que ela usa sua beleza angelical como muitos homens vê em vez do seu canto, ou como a Medusa trágica e solitária, figura de uma mulher incapaz de amar e ser amada, é assim que eu a vejo, somente com esse olhos, desde que ela era só uma menina, isso nunca mudou sobre o meu conceito, acredito nunca irá mudar.