Heloísa Um anjo devia estar cantando quando ele saiu do hospital, porque eu corri para dentro feito uma louca, em direção ao quarto do Sr. Salva. À medida que me aproximo, vejo um médico conversando com ele e acelero o passo. — Não, não! — grito ao entrar na sala. O rosto de Sr. Salva se ilumina ao me ver. Ele parece melhor do que eu esperava — ainda pálido, sim, mas alerta, sentado na cama, com os hematomas no rosto desbotando para um tom amarelado. — Helô! — ele exclama, abrindo os braços. — Vem cá, deixa eu te olhar. O médico se vira para mim com um sorriso. — Você deve ser neta dele. Estava justamente dizendo ao Sr. Saldano que ele está tendo um excelente progresso. A concussão está se resolvendo bem e as costelas estão cicatrizando. Sinto um alívio tomar conta de mim, e sorrio.
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