Heloísa Meu coração salta para a garganta quando vejo Sophia encolhida no canto da sala de estar, seu pequeno corpo tremendo de medo. — Sophia! — grito, correndo até ela. Caio de joelhos, puxando-a para os meus braços, apertando-a com força, mas com o cuidado de não machucá-la. — Meu Deus, querida, você está bem? Está machucada? Sophia se agarra a mim, enterrando o rostinho no meu ombro. Suas mãozinhas apertam o tecido da minha camisa com tanta força que eu quase consigo sentir o desespero dela no toque. Ela ainda treme. — Mamãe, tinha um homem. Um homem assustador. Eu fugi, mas ele me perseguiu. Um arrepio sobe pela minha espinha, enquanto o medo toma conta de mim como uma onda gelada. Afasto-me o suficiente para olhar seu rosto e tiro uma mecha do cabelo grudada em sua bochecha sua

