ESPECTRO - SINAIS

914 Palavras

(Narração de Espectro) A casa estava em silêncio absoluto, exceto pelo som do relógio antigo na parede e a respiração ritmada de Marina no quarto. Ela dormia, mas mesmo assim parecia tensa, como se o corpo pequeno já tivesse aprendido que o mundo podia ser c***l e imprevisível. Eu me mantinha em silêncio, a luz do celular do Pardal refletindo no meu rosto, enquanto tentava vasculhar o que restava. O celular não era nada sofisticado — rachado, com a tela sensível demais, travando às vezes. Mas funcionava. Era a única peça que poderia me dar alguma vantagem contra Carlinhos e os homens da Baixada. Comecei pelas fotos. Nada parecia explícito à primeira vista: imagens de ruas, becos, carros estacionados, algumas selfies borradas com outros homens que eu não reconhecia. Mas cada detalhe impo

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