Sinto um polegar acariciar as costas da minha mão e vou despertando aos poucos. Ao lembrar que era a mão do meu pai que eu segurava, despertei ineditamente. - Não queria te assustar. - Falou com a voz fraca. Quem conhecesse o Hugo jamais o reconheceria nesse estado. Perdeu quilos, está palito e esse fio descendo pela bochecha para lhe dar oxigênio o deixava ainda mais com aparência doente. Ignorei tudo isso e abri um sorriso. - Não me assustou. Como está se sentindo? - Melhor do que os últimos dias. Mordo a bochecha ao lembrar da sua parada cardíaca em casa dias antes de estar aqui. Marco sentado em cima dele fazendo massagem cardíaca, minha mãe no telefone pedindo socorro e eu subindo as escadas correndo com o Pedro no colo para que ele não participasse desse momento tão difíc

