Meu vizinho Petterson

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       Nunca fui de observar meus vizinhos. Na realidade, isso que presenciei foi automático: eu passeava com meu cachorro pela rua quando vi, de canto de olho, Luke atender a porta de sua casa. O senhor Petterson, provavelmente o velho mais carismático que já vi, batia sem parar.        —Oh, Pette. Bom dia! — Luke sorriu. Era um homem da minha idade, porém de vida oposta. Gostava de jogar futebol, competir e ganhar prêmios. Era solteiro, mas opções não lhe faltavam. Estava sempre arrumado e exalando um perfume masculino. Seu cabelo loiro nunca estava despenteado.        —Bom dia, Luke. — Encostou-se no batente da porta, trocando de perna para suportar o peso de seu corpo.          Talvez eu estivesse observando demais. Me agachei, fazendo carinho no Dino, meu poodle.          —Você

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