Gabe estava em seu quarto quando ouviu sua mãe a chamando.
—Gabe, pega um copo de água para mim, por favor!
—Tá bom!
A garota saiu de seu quarto e foi até a geladeira, mas deparou-se com um bilhete:
"Filha, eu e seu pai fomos jantar fora e vamos voltar tarde. Te amo, beijos!"
Indiferente, Gabe imaginou que sua mãe havia voltado mais cedo. Portanto, pegou o copo com água e foi até seu quarto.
—Aqui está — deixou o copo de vidro na escrivaninha.
Sua mãe estava sentada na cama de costas para ela, usava pijama e seus ombros subiam e desciam rapidamente, sua respiração estava descontrolada.
—Não sabia que você voltaria tão cedo. Onde está o papai? — A mulher não se virou.
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, Gabe escutou um grunhido vindo da porta ao lado, que dava ao banheiro. Ao entrar, se assustou com o local ensanguentado, teve que se apoiar na parede para não escorregar com o sangue no chão. Com muito medo, Gabe puxou a cortina da banheira, e lá estava seu pai.
Seu corpo estava nadando numa mistura de água com sangue, dando para ver apenas seu pescoço e sua cabeça. Ele estava com sua garganta cortada, não conseguia falar.
—Mãe! — Ela berrou.
Voltou correndo para o quarto, e a mulher estava na mesma posição.
Lentamente, a mãe de Gabe se virou para ela. Seu rosto estava sujo de sangue, e tinha um sorriso amedrontador no rosto. Assim que a garota se virou para correr, foi puxada, e era tarde demais.