Vi o pai delas estacionar do outro lado da rua. Um homem simples, de aparência forte e digna, com olhar protetor. Lana correu para abraçá-lo. Lena ajeitou o cinto do banco de trás. Nisse entrou por último. A porta se fechou e o carro sumiu na escuridão da noite. Eu fiquei ali. Imóvel. Harry se aproximou e me deu um leve tapa no ombro. — Pegando ar, primo? — Observando... — murmurei, ainda encarando o vazio. — E aí, vai continuar se enganando ou vai fazer alguma coisa? — Vou fazer o que tem que ser feito — respondi. Louis se juntou a nós, já com as chaves do carro em mãos. — A noite foi boa. Mas pra você, eu diria que foi... reveladora. Assenti em silêncio. Entramos no carro. O trajeto de volta parecia mais longo do que deveria. As luzes da cidade passavam pela janela, mas minh

