Maris despertou mais uma vez naquela manhã branda, sentindo que algo dentro dela estava diferente. Como se cada célula espiritual estivesse sendo tocada por mãos invisíveis e bondosas. A presença da mãe, sentada ao seu lado, a envolvia com serenidade. Ela se ajeitou na cama da enfermaria azulada. Os lençóis pareciam tecidos de brisa. — Dormiu bem, minha filha? — Eu sonhei que estava abraçando a Lana. — Maris disse, emocionada. — Foi tão real... será que algum dia ela vai me perdoar? A mãe acariciou a mão dela. — Quando o perdão vem do coração, ele acontece antes mesmo das palavras. Mas agora, vamos continuar nosso estudo? Maris assentiu com os olhos brilhando. Ela abriu o Livro dos Espíritos na quinta pergunta e leu em voz alta, pausadamente: "Deus é infinito em todas as suas perfei

