O celular vibrou sobre a bancada da cozinha. Patrick estava servindo um copo de vinho quando viu o nome de Cindy na tela. Suspirou. Atendeu. — Boa noite, Cindy. — Boa noite? Você chama isso de boa noite? Você me deixou lá embaixo como se eu fosse uma qualquer! — a voz dela já começava afiada. — Cindy, não é o momento para esse tom. Eu estou em casa, quero descansar. — Você está me dispensando? Depois de tudo que eu fiz por você? Depois de tudo o que aconteceu na hora do almoço? Patrick respirou fundo. Manteve o tom firme, sem perder a compostura: — Cindy, escute com atenção: eu nunca te trouxe ao meu apartamento, nem quando começamos a sair. Nunca te dei acesso a esse espaço. Por que eu faria isso agora? Houve silêncio do outro lado. Ele continuou: — Eu sugiro que você reflita. Ref

