Patrick A segunda-feira amanheceu com cara de ressaca emocional. Dormi m*l, acordei cedo e passei longos minutos encarando o espelho com uma gravata na mão. Vesti. Tirei. Vesti de novo. Suspirei. O botão da camisa parecia mais apertado que o normal. E não era a costura — era o incômodo aqui dentro. Um nó formado entre o desejo, o receio e… a lembrança dela. Lana. O nome dela martelava silencioso, mas constante. Como batida de tambor em ritual antigo. Passei perfume. Dois borrifos a mais que o necessário. Fui paro escritório tentando não lembrar da saída de crochê grudada no corpo dela. Não lembrar das gotas descendo pela nuca. Do sorriso contido. Do “bom dia, Sr. Patrick” que já estava gravado no meu subconsciente. Cheguei mais cedo que o habitual. Abri as janelas da minha sa

