A madrugada chegou silenciosa, como um véu de estrelas cobrindo a cidade. Lá dentro, no refúgio de Patrick, os corpos permaneciam entrelaçados sob os lençóis macios de linho. O ar estava impregnado do perfume dela — floral e suave — misturado ao aroma amadeirado do sabonete dele. Um cheiro que ela jamais esqueceria. Patrick ainda a mantinha nos braços, como se temesse que, ao soltá-la, tudo desaparecesse como um sonho bom. — Você tá bem? — ele perguntou, os lábios tocando de leve a testa dela. Lana assentiu com um sorriso pequeno e envergonhado, os olhos ainda meio marejados. — Eu estou muito bem. Um pouco assustada, talvez. Mas feliz. Nunca pensei que fosse assim. Tão inteiro. — Foi mais do que eu imaginei também. — ele respondeu com sinceridade. — Você me dá paz, Lana. E me dá vonta

