Minutos depois que Lana saiu da sala, Patrick ainda segurava a xícara de chá, tentando digerir o gosto amargo do que acabara de ver — que nem valeriana dava conta. A porta se abriu sem ser anunciada. Era Cindy. Esbaforida, batom borrado, o rosto ainda quente da vergonha. — Patrick, por favor, me escuta… — disse ela, empurrando a porta como se ainda tivesse algum direito. Ele nem se levantou. Apenas apontou para a porta. — Você não devia estar aqui. — Patrick, foi um engano, foi um impulso! Foi ele quem me seduziu! Eu estava carente, você andava tão distante de mim... — Chega. — a voz dele foi firme, cortante. — Cindy, não tem desculpa. Eu vi com meus próprios olhos. Você não foi seduzida. Você estava... em cima dele. Um homem casado. Pai de família. Dentro da empresa da minha família

