O silêncio da madrugada no hospital fora rompido apenas pelo alarme breve da parada cardíaca. Os médicos agiram rápido. Estabilizaram. Mas ninguém ali sabia que, naquele instante, Maris atravessava um túnel que não era deste mundo. A mente dela flutuava como em transe. Não havia mais dor física — ao menos não da forma que conhecia. Era como se o tempo parasse. De repente, escuridão. Profunda. Densa. Silenciosa. — Onde... eu estou? — murmurou ela, olhando ao redor, mas sem ver nada além do n***o absoluto. Um frio cortante tocou suas pernas, e foi quando ela percebeu que conseguia caminhar. A mão pousou instintivamente sobre o abdômen, como se buscasse a ferida. A dor estava ali, mas não a impedia de mover-se. Lá na frente, uma luz branda começou a pulsar. Pequena, mas firme. Como um

