Lana estava sentada na cama, abraçada ao travesseiro, o rosto ainda levemente corado, os olhos fixos no chão como se estivesse prestes a confessar um pecado. Lena, de pernas cruzadas, apoiada na cabeceira, esperava. Mas não esperava em silêncio. — Então, vai me dizer que sonhou com o Papa? — Ai, Lena… — Lana murmurou, escondendo o rosto no travesseiro. — Não brinca. — Não tô brincando não, garota. Você tava se contorcendo, chamando o nome do homem como se tivesse num filme proibido. Eu fiquei com vergonha só de escutar! — Tá bom… tá bom. — Ela suspirou, erguendo os olhos. — Eu sonhei com ele. De novo. — De novo?! — Lena arregalou os olhos. — Menina… isso aí já virou série. E agora me diga a verdade: tem mais coisa, né? Lana hesitou. Passou os dedos pelo lençol, nervosa. Depois assen

