O dia já tinha virado tarde quando Lana se retirou da sala de auditoria. As planilhas estavam finalizadas, os relatórios salvos, e a adrenalina do escândalo de Britney ainda pulsava como um eco no ar. Ela caminhava pelo corredor principal quando Shirley apareceu com um buquê nas mãos. — Isso é pra você — disse, com um sorriso misterioso. — Pra mim? — Lana arqueou as sobrancelhas. — Direto do elevador privativo. E com perfume caro. Ou seja... é dele — cochichou Shirley, sumindo logo depois. Lana pegou o buquê: rosas brancas com um toque de lavanda e eucalipto fresco. Um arranjo elegante e sóbrio. No meio, um cartão escrito à mão: “Para a mulher que enfrentou tempestades de salto alto e saiu intacta. Se ainda tiver energia hoje, me encontre às 19h na sala 24.” – P.” Ela mordeu o láb

