O corredor do hospital ainda estava em silêncio quando Drew chegou. Eram exatamente sete e quarenta e dois da manhã. Vestia uma camisa social azul clara, a gravata frouxa no pescoço e os olhos marcados por noites maldormidas. O peso de ser pai recaía forte sobre os ombros, mas naquele dia ele não podia faltar. A doutora o havia convocado — não para contar a verdade ainda, mas para avaliá-la juntos. A psicóloga aguardava próxima à recepção da ala materno-infantil. Sem jaleco, apenas com uma prancheta na mão e um olhar clínico, firme, porém acolhedor. Drew a cumprimentou com um aceno discreto. — Ela dormiu bem — disse a profissional, enquanto caminhavam juntos em direção ao quarto da filha. — Alimentou-se melhor ontem, aceitou ajuda, conversou com as amigas e interagiu com os bebês sem sin

