- Obrigada Sra.
- Então Anna como está descrito no contrato, o trabalho é no interior. Você vai trabalhar na fazenda e é nescessário manter um perfil baixo.
- Entendi Sra.
- Meu sobrinho sofreu um acidente e temporariamente está em uma cadeira de rodas. Como não queremos divulgar sua condição, preciso que mantenha isso em sigilo. Se vazar sua condição,
e provável que a empresa tenha grandes prejuízos.
Anna se sente mais tranquila agora que tem uma noção.
- Muitos jornais estão buscando informações sobre ele. Sua localização deve ser mantida em completo sigilo até que ele se recupere.
- Entendi Sra.
- E ele tem um gênio difícil. Não aceita menos que a perfeição. Um pequeno erro pode causar um dano milionário a empresa.
Anna e boa no que faz, mas não deixa de se sentir nervosa.
- Não tenho certeza se estou qualificada para o cargo.
- Confio no julgamento de Carmen. Se ela diz que você e capaz, e porque você é capaz.
- E se não der certo?
- Pagaremos seu tempo é enviamos outra pessoa.
- Fechado então.
De volta a empresa Anna passa pelos trâmites e está liberada para o novo emprego. Só falta agradecer a Carmem e se despedir dos colegas.
- Sra Pretty já estou de saída. Vim agradecer por tudo.
- Não precisa agradecer Anna. Gosto muito de você e se precisar não exite em me procurar.
- Obrigada Sra Pretty.
- A vida no campo pode ser monótona, mas tenho certeza que você dará o seu melhor para vencer.
- Com certeza. A Sra não vai se arrepender. Vou focar no trabalho e se Deus quiser no final poderei comprar uma casa para mim e o Dom.
- Se voltar e quiser trabalhar aqui e só me procurar.
- Obrigada por tudo de novo.
Anna sai da empresa e como e cedo para buscar Dom, aproveita para ir fazer umas compras. Afinal o inverno está chegando e Dom cresce muito rápido, já está ficando sem roupas.
Em um piscar de olhos já era ora de partir. A Sra Peluso mandou um carro para a levar ao aeroporto, e em Sol Poente haveria alguém esperando.
Tudo correu tranquilo na viagem e Dominic estava muito feliz com a mudança. Afinal para uma criança de quatro anos tudo e novidade.
Era final de tarde de sábado quando chegaram a fazenda e a criança estava encantada com o lugar que realmente é lindo. Em frente a casa um enorme jardim com bancos espalhados a entrada e toda de vidro, mas não fornece uma visão do interior.
Enquanto tira as malas do carro, Dominic que está sentado em um banco próximo, olha tudo com muita curiosidade e de repente solta um gritinho.
- Mamãe olha o cachorro.
Anna se vira apressada com medo e logo vê dois husky siberiano se aproximar.
- Dom vem para o carro.
- Não se preocupe Sra. Lili e Ralf são adestrados, não vão machucar a criança.
Anna que estava segurando o ar, respira aliviada.
- Tem certeza? Cães não atacam os donos.
- Tenho. - Pega o menino. - Vem cá rapazinho, vamos fazer amizade com eles.
Dominic olha para a mãe pedindo permissão, quando ela balança a cabeça ele segue o motorista.
Logo está passando a mão pelos cães e rindo a vontade.
Luiza foi estalada em uma pequena casa a esquerda no jardim. A casa é pequena e aconchegante e ela logo arruma suas coisas.
- Mamãe estou com fome.
- Ok. Vou pegar um lanche na bolsa térmica para você.
Porém ao procurar a bolsa com os lanches não está em lugar nenhum.
- Dom a mamãe esqueceu a bolsa no carro. Fica quietinho aqui que eu vou lá buscar e já volto.
Ao chegar no carro a porta está trancada e Anna não vê ninguém por perto. Então resolve dar a volta pelo casa e procurar o motorista.
- Isso não vai dar certo. Eu preciso de silêncio para me concentrar. Crianças são muito barulhentas. - Anna escuta alguém reclamando ao passar em frente a uma das janelas. - Pedi uma secretária, não uma creche.
- Que exagero Leo. E só uma criança. - Anna sabe que essa voz é da Sra Stella.
Chateada ela segue seu caminho e vai procurar o motorista. O encontra sentado em um banco próximo a outra entrada da casa.
- Sr Luiz, desculpa incomodar, esqueci uma bolsa no carro.
Imediatamente o Sr Luiz se levanta.
- Não e incomodo nenhum.
- Sr Luiz como faço para ir a cidade?
- A Sra precisa de alguma coisa?
- Bem, preciso olhar escola para o Dom e fazer umas compras.
- A cidade está a pouco mais de cinco quilômetros. Se não for de carro terá que chamar um táxi.
- Obrigada. e pergunta a seguir. A Sra Stella está sempre por aqui?
- Não. Ela veio acompanhar o Sr Peludo.
Deve ir embora na segunda.
- Entendi. Bom deixa eu dar um lanche para o Dom.
- O que a Sra precisar é só pedir na cozinha.