E AGORA? — Como se sente? — perguntou a enfermeira, um tanto feliz ao me ver firmar os olhos abertos. — Dolorida. — respondi baixo, e apesar da dor, estava bem. Olhei ao redor, notei que não estava em um quarto de hospital e sim em um quarto grande e confortável. Tinha luxo, tudo limpo, cheiro de perfume masculino e até uma varanda com espaço para uma mesa de café. Pensei em fazer perguntas, mas a enfermeira parecia preocupada em ver a caderneta, e eu me lembrava fielmente dos últimos acontecidos. — Seu marido já está a caminho. — contou a moça deixando a prancheta de lado — Liguei para o telefone de recados assim que abriu os olhos e o Doutor Foster vem fazer uma visita mais tarde. Você está bem, respondeu bem aos exames e, apesar do capotamento, teve mais ferimentos externos do qu

