¤ Lauren Miller | Miami, Flórida, 23:55 A.M. ¤
Lauren respirou fundo, conectando seu olhar ao dele, e se apoiou na barra, quando o som preencheu o silêncio absoluto do quarto. Era uma sala consideravelmente longa, e o que a fazia ser mais cara que os outros quartos particulares era o fato de haver uma enorme cama de casal nos fundos, para caso o evento da dança se tornasse algo mais prazeroso do que apenas uma coreografia. O que deixou a mente de Lauren em alerta. "Será que ele insistiria em sexo?", ela se perguntou.
Ela se suspendeu na barra, e girou como se estivesse flutuando, em movimentos leves e delicados. Ela escolheu uma coreografia mais calma, para combinar com o seu visual e o ritmo da música. Ela apertou o olhar, quando deslizou pela barra, sentindo calor. Ela notou que o ar condicionado estava ligado, mas parecia que não fazia diferença. Talvez fosse o nervosismo.
A música que tocava também era uma de suas favoritas, tão sensual quanto sútil. A letra também era bonita, e ela tentou acompanhar o sentindo da história que a música contava. "Nós fazemos as regras, nossa lua de mel" Lana cantou, e Lauren rebolou de costas para o homem, mas não deixando de lhe encarar por cima do ombro, como o mesmo mandou.
Ela estava sentindo sua mente turva novamente, parecia que só piorava com o passar do tempo. Maldita hora que resolveu virar taças de vinho. A bebida se misturava com os sintomas de nervosismo, a deixando sussetível a situação excitante, e logo o seu suor fez sua pele brilhar na luz.
Lauren se apoiou na barra, e deslizou sensualmente, com um pedaço do tecido cobrindo a visão entre suas pernas. O olhar do homem era tão denso quanto a gravidade que fazia seu corpo pesar, fazendo a moça sentir ainda mais calor. "Que homem intimidante", ela pensou. Ela julgou que ele era diferente dos outros, ele m*l se mexia, apenas se ocupava de manter seu copo cheio.
Lauren se perguntou "se ele estivesse pegando fogo, mudaria sua expressão vazia?". Ela queria sacudí-lo, e perguntar o que havia de errado com ele. Ela estava dando o seu melhor na performance, e ele mantinha o mesmo olhar frio, irritando-a.
Assim que a música transitou para a próxima, que tinha uma pegada mais baladeira, chamada Wine Pon You de Doja Cat, Lauren pensou bem e decidiu provocar o maldito homem. Ela se esticou na barra, assim que as vibrações da música alimentaram suas intenções, era uma energia sensual.
Assim que se soltou da barra, foi até o meio do palco, onde mostrou ao cliente o motivo de ela ser uma das melhores dançarinas desta boate.
A garota rebolava como uma v***a, ao mesmo tempo que mantinha um olhar dócil direcionado ao empresário. Ela percebeu os dedos dele apertarem fortemente o copo que segurava, assim que ela desceu até o chão, rebolando sua cintura em sincronia com as batidas da música.
"Pra mim você apenas gosta do jeito que eu rebolo pra você...", a música dizia, e ela interpretava exatamente isso, rebolando para ele.
Lauren jogou os cabelos para trás, os fazendo cair como cascatas em suas costas, e pulou na barra, se suspendendo mais uma vez no alto. Sua pele brilhava pelo o suor, ela se sentia quente por vários fatores, como os esforços físicos, a insuficiência do ar condicionado, o poder do teor alcoólico em seu organismo e, por incrível que parecesse para ela, a excitação.
Se desafiar à dar a este homem qualquer expressão de prazer que fosse, apenas para satisfazer seu ego, estava sendo excitante. Estava dando tudo de si para satisfazê-lo, como Elo a exigiu. Mas, ao que parece, ela não era boa o suficiente para ele. O maldito agia como se nada do que ela fazia fosse bom. Ele não esboçava nada em sua bela e arrogante feição.
Lauren apertou o olhar, e escorregou pela barra, prestes a terminar sua apresentação. Ela encaixou a barra entre suas pernas, permitindo o contato com sua i********e, o que a fez sentir t***o inevitavelmente. Ela m*l percebeu quando fechou os olhos, para apreciar a rápida sensação. Também não percebeu o homem quase quebrar o copo em sua mão, notando a ousadia da jovem que parecia querer lhe enlouquecer.
Lauren se encostou na barra, já de pé, terminando sua coreografia com uma profunda respiração. O homem se levantou, e levou seu copo abastecido consigo, quando caminhou para se aproximar do palco. Ele olhou a garota de cima à baixo outra vez, deixando a jovem desconcertada.
— Há quanto tempo você trabalha aqui? – Lauren franzio o cenho para ele, não entendendo sua intenção.
Ele era diferente dos outros com certeza. Todos os clientes, quando não conseguiam ir para a cama com ela, simplesmente saíam, ou pediam para mais um dança. Por que ele estava querendo puxar papo com ela? Ela não cairia na lábia dele, mesmo estando alcoolizada.
— Não mais que quatro meses. Por que o senhor pergunta? – ela se manteve onde estava. Encostada na barra, de frente para ele. Ele estava elegantemente tranquilo, bebericando seu uísque, com a outra mão no bolso da calça.
— Faz sentido, eu costumo frequentar aqui há mais tempo, e não lembrava de tê-la visto antes. – Ela assentiu. — Quantos anos você tem? – Ela julgou que a leve esticada de suas maçãs do rosto fossem a formação de um sorriso, mas não queria se iludir com esse pensamento.
Ele era um homem muito sério e arrogante, que a deixava cada vez mais intimidada a cada minuto.
— Não revelo informações sobre mim. – Ele respirou fundo com a resposta.
— Entendo – ele bebeu um pouco mais do líquido.
— Posso fazer mais alguma coisa por você? – ela engoliu em seco. Ele suspirou, acenando que 'sim'.
— Você aceitaria passar uma noite comigo? – ele perguntou, formalmente.
Ela não estava tão confiante que ele pediria isso, já que ele não demonstrava estar gostando de qualquer coisa que fizesse. Ela sentiu suas mãos escorregadias, pelo o nervosismo, e olhou seriamente para ele antes de responder.
— Eu sinto muito, mas eu não faço esse tipo de serviço... Só posso te oferecer outra dança. – Ele apertou o olhar para ela, a deixando ainda mais ansiosa.
— Eu pago o valor que quiser, é só dizer o seu preço. – Ela respirou fundo. Não era a primeira vez que ela lidava com esse tipo de coisa, não entendia o porquê de estar tão nervosa.
— Sinto muito – ela acenou negativo.
— Não tem nada que eu poderia...
— Eu não durmo com clientes. – Ela disse mais alto, cortando a fala dele, o que o fez olhá-la com repreensão.
— Não me interrompa quando estiver falando, não é nada educado. – Ela lhe deu um olhar ainda pior. "Que maldito arrogante, ele quer comprar uma noite comigo e quer me dar uma lição de moral?", ela pensou.
— Tem alguma outra coisa que eu poderia fazer pelo o senhor? – ela perguntou, também escolhendo um tom mais arrogante.
— Gostaria que dançasse outra vez para mim – ela suspirou, assentindo. Ela se desencostou da barra, e quando ela ia lhe dar as costas para escolher uma música, ele voltou a falar. — Mas antes, eu tenho uma dúvida.
— Qual? – ela respirou fundo, entediada com a personalidade irritante dele.
— Poderia se aproximar? – ele pediu.
Ela olhou para ele dos pés à cabeça, como ele fazia com ela o tempo todo. Ele estava a um metro de distância do palco, ela poderia ir até a ponta, e foi.
— Poderia tirar esse vestido? Não me leve à m*l, você está linda com ele, mas sem ele você é ainda melhor... – ele disse, passando a língua em seus lábios finos.
O coração de Lauren deu um pulo violento no peito. O cliente estava dentro dos seus direitos, ela não poderia negar, a não ser que estivesse sendo abusada por ele, o que não era o caso da situação.
— Não pode tocar em mim... em nenhum momento – ela esclareceu a condição, e ele assentiu seriamente.
— Eu não toco em nenhuma mulher sem o consentimento da mesma.
Os olhos dele brilharam quando ela arrastou as alças finas do vestido, o fazendo cair como um guardanapo no chão, de tão leve que era. Ele deu um passo para frente, fazendo ela dar um para trás, e ele franzio o cenho.
— Não vou tocar em você, eu juro pela minha vida. – Ela suspirou, sentindo que ele estava sendo sincero, e voltou para frente.
E então ele arrastou aquele olhar faminto pelas curvas do corpo da senhorita Miller, a fazendo transpirar um pouco mais. A pele alva dela parecia encantá-lo, o olhar dele parecia capturar cada detalhe de sua pele, a deixando constrangida. Ele deu mais um passo para frente, deixando ela apreensiva e seus músculos tensos, ela sentia que estava preparada para correr a qualquer momento, caso ele tentasse algo violentamente contra ela.
Era obrigação dela ter meios e condutas de segurança para lidar com essas situações, já que seu trabalho era arriscado como qualquer outro.
O rosto dele ficou a um palmo de sua barriga, já que o palco não era tão alto. Ela prendeu a respiração, quando sentiu o ar quente que saía da boca entreaberta dele bater na sua pele, arrepiando ela por completo. Era isso que ele queria fazer com ela? Provocá-la? "Não vai funcionar comigo", ela decretou para si mesma, mantendo seu olhar firme.
— Seu cheiro é muito bom – ele disse baixo, com uma voz rouca sensual. Lauren se obrigou a respirar fundo. E então ele olhou para o rosto dela outra vez, e com a mesma expressão séria de antes, ele pediu: — Você poderia virar de costas?
Ela apertou o seu olhar contra o dele, como se estivessem se desafiando. Ela estava se sentindo uma 'submissa'. Ela jurou a si mesma que nunca se ajoelharia para nenhum homem por dinheiro enquanto trabalhasse como stripper, pois seria ela a ditar as regras, e não fazia parte dos seus planos virar uma prostituta.
Ele não havia conseguido o que queria, e por isso estava fazendo isso. Ela lhe encarou com ódio, e ele parecia ter sentido a emoção que ela transmitia, pois Lauren não acreditou quando ele, simplesmente, sorriu para ela.
— Por favor. – Ele completou, ainda sorrindo.
Lauren, não percebendo a expressão irônica se fazer em seu próprio rosto, se virou de costas, acatando o pedido dele. Ele encarou bem a b***a alva dela, como se estivesse decorando cada traço. Ele se aproximou com o rosto para perto, e ela sentiu a respiração dele bater em uma das suas nádegas, a fazendo se arrepiar mais uma vez.
— Pode levantar seus cabelos para o alto? – ele pediu, e ela o fez.
Ela segurava o cumprimento no alto, imitando um r**o de cavalo. Ele deu alguns passos para trás, como se quisesse ter uma visão mais ampla da pose exuberante que ela fazia. Ele realmente parecia encantado com ela.
— Olhe para mim – ele a chamou, concentrado na imagem dela.
Ela olhou para ele por cima do ombro, continuando na mesma posição. O olhar sério que aquelas esmeraldas brilhantes lhe direcionou o deixou bestificado. O homem parecia admirar uma obra de arte, e Lauren ficou sem entender a expressão que ele usava para lhe observar. E como um estalo, ele parece ter acordado do transe.
— Pode iniciar a próxima dança – ele disse, voltando para seu lugar. Lauren suspirou, se convencendo de ir escolher a música.