Guilherme Werkema Observamos as câmeras com atenção, e foi então que algo peculiar chamou minha atenção: um carro estava estacionado do outro lado da rua há um bom tempo. Algo na sua presença parecia errado, mas o mais angustiante era que não conseguíamos ver quem estava dentro. Quando o carro se moveu em direção à minha ruiva, a angústia me tomou por completo. Finalmente, pude ver quem estava ao volante, e uma risada fria ecoou pela minha mente, como se aquilo fosse um jogo para ela. Achei que a desgraçada achava que tinha vencido, que tinha matado a Letícia. — Eu preciso dessa maldita atrás das grades, Roberto. — Minha voz tremia, mas a raiva pulsava nas minhas palavras. — Pode ficar tranquilo. Ela vai pagar por isso. — Roberto respondeu, com uma fúria que eu também sentia, seu ódio

