Letícia Fontenelle Os dias seguintes foram um misto de felicidade e leveza. Passeamos muito, aproveitamos a companhia dos amigos e, principalmente, da nossa família. O tempo que passamos juntos fez com que as cicatrizes do ciúme se curassem, e começamos a olhar um para o outro com mais compreensão. Quando as crianças chegaram da escola, me contaram sobre seus novos amigos e o quanto estavam felizes, e eu não pude deixar de sorrir. As pequenas coisas, como um abraço apertado, eram tudo o que eu precisava para me sentir completa. — Mamãe, você vai nos esmagar! — disseram os gêmeos, rindo, enquanto me apertavam com os braços. A vida parecia finalmente se acalmar, e a cada dia, o amor entre mim e Guilherme ficava mais forte, mais maduro. O futuro, apesar das incertezas, era mais brilhante

