Letícia Fontenelle Eu não consegui esperar mais. Peguei o telefone e liguei para minha tia, m*l conseguindo esconder a emoção. Compartilhei tudo com ela, incluindo as novidades sobre minha gestação e minha decisão de me mudar para sua casa. Imaginei que ela poderia não aceitar, mas, para minha surpresa, ela ficou radiante com a notícia. A única coisa que perguntou foi sobre o pai da criança, e eu, com a firmeza que agora fazia parte de mim, respondi que, quando chegasse lá, falaria sobre ele. Mas, se dependesse de mim, essa história nunca mais sairia da minha boca. Eu nunca mais falaria sobre ele. O ex-chefe, aquele homem miserável que trouxe tanta dor à minha vida, era uma página virada, e nem os melhores momentos que poderiam apagar o amargo que ele deixou. Eu o amei por tantos anos.

