Victor Eu poderia dizer muitas coisas e até tentar insultá-la, mas não foi necessário, porque alguma coisa a entristeceu, deixando-a petrificada. O caminho de volta foi silencioso. Aliás, um silêncio ensurdecedor. Por vezes, mesmo estando puto com toda essa situação, agi como a porrä de um cavalheiro, perguntando se estava tudo bem, se ela queria algo, porém, nada ouvi em resposta. Andrea só balançava a cabeça, negando, e parecia estar no mundo da lua. Paramos em frente a mansão Bernardi, respiro fundo, passando a mão no rosto, meio aflito. A verdade é que até eu cansei um pouco da loucura que foram esses dias, tendo que controlar os passos de minha noiva para protegê-la. — Andrea… — chamo sua atenção. Ela vira o rosto para mim, seus olhos transmitem tensão, algo assim. — Não vou perg

