Victor Depois de tanta agonia, finalmente chegou o dia do meu casamento, evento esse que todos estão felizes e radiantes, que esperaram muito para acontecer, com exceção de duas pessoas: Andrea e eu. Sim, para os noivos, é um dia como qualquer outro, no qual faremos os votos da boca para fora, onde não haverá sentimento e a convivência não passará de um simples papel com a nossa assinatura. Como futuro chefe da máfia, tenho um dever a cumprir. Para assumir o cargo é necessário que eu esteja casado e, preferencialmente, com a filha de um chefe também. Pois, não serei apenas o sucessor dos meus pais, farei valer também o legado do meu futuro sogro. Enquanto faço um nó na gravata presa ao colarinho do meu terno, ouço batidas na porta do quarto. — Entra. — respondo sem muita animação. —

