Samantha Eu estava ali, enrolada na toalha, o corpo fresco e relaxado após o banho, mas minha mente ainda fervilhava. Caminhei até a cozinha, onde encontrei o Padre Vergas de costas, parado diante do pequeno basculante redondo, olhando para fora com uma concentração que parecia fazê-lo esquecer do mundo. Ele não me ouviu chegar. Hesitei por um momento, coçando o tornozelo com os dedos do meu outro pé, sentindo o peso da situação. Será que ele ainda estava zangado? Será que me repreenderia? — Padre… — chamei com a voz um pouco trêmula, tentando não transparecer toda a insegurança que me consumia. Seus ombros ficaram tensos, e ele virou apenas o pescoço e a cabeça, me lançando um olhar que percorreu meu corpo dos pés à cabeça. A expressão em seu rosto misturava surpresa e algo mais, algo

