Samantha Era uma segunda-feira comum, daquelas que começam com o sol entrando suave pela janela da floricultura, o aroma doce das flores preenchendo o ar e meu coração batendo leve, quase flutuante. Eu adorava meu trabalho ali. Cada arranjo que fazia era como se colocasse um pedaço de mim, de uma nova Samantha que eu vinha redescobrindo. Os clientes notavam minha felicidade, comentavam sobre a energia que eu trazia para o ambiente. Sentia-me em paz, distante dos horrores que um dia me assombraram. Enquanto organizava algumas tulipas, ouvi o sino da porta tocar. Nem olhei de imediato, focada em meu trabalho e na vibração boa daquele momento. Mas então uma voz que parecia vir de um passado distante ecoou pelo ambiente. — Samantha Cruz... — disse ele, com um sorriso que eu não via há muito

