Padre Vergas O desespero apertava meu peito enquanto segurava o corpo inerte de Samantha nos braços. Sua respiração era frágil, quase imperceptível, e, por mais que a chamasse, ela não respondia. O suor frio começava a escorrer pela minha testa. Não conseguia pensar em mais nada além de fazê-la acordar. Sentado ali no chão com ela mole em meus braços sentia o abismo me trangrando para as profundezas de um infinito inferno. — Samantha... por favor — sussurrei, como se minhas palavras pudessem trazê-la de volta à consciência. Nada. Eu não podia perder mais tempo. Peguei o celular no bolso da batina com as mãos trêmulas e liguei para a irmã Clara. O toque parecia durar uma eternidade até que ela finalmente atendeu. — Padre? O que houve? — a voz calma dela do outro lado da linha foi um bre

