Samantha A semana passou como um borrão. Desde aquele desentendimento com o Padre Vergas, parecia que cada minuto pesava como uma pedra no meu peito. A floricultura, normalmente meu refúgio, onde me perdia entre os perfumes das flores, agora só me trazia mais incômodo. Estava m*l-humorada, como se algo dentro de mim estivesse quebrado, e eu não soubesse como consertar. Sábado, o dia mais movimentado, e lá estava eu, dobrada de dor. A cólica veio como uma tempestade, derrubando qualquer resquício de força que eu tivesse. Cada movimento era uma luta. Mesmo depois de tomar remédio, a dor não cedia. A dona Laura percebeu meu estado, e com um olhar preocupado, disse: — Vai para casa, Samantha. Se cuida, segunda é outro dia. Pode deixar que dou um jeito por aqui. Agradeci com um aceno fraco,

