Samantha O som do sininho da porta ecoou pela floricultura, quebrando o silêncio suave que se espalhava pelo ambiente. Estava distraída, mexendo nos arranjos de rosas brancas, tentando manter a mente longe dos pensamentos que me assombravam há dias. Desde aquela conversa com o Padre Vergas, algo dentro de mim parecia estar em constante conflito. Aproximou-se um senhor, de cabelos brancos, um pouco curvado pelo peso dos anos. Seus olhos estavam enevoados, como se carregassem o peso de um amor perdido. Sorriu para mim de maneira gentil, mas havia uma tristeza nítida ali. — Bom dia, moça... — sua voz era baixa, quase um sussurro. — Estou procurando um buquê. Algo bonito... simples, mas cheio de vida, para minha esposa. Hoje faz cinco anos que ela se foi. Senti um aperto no coração ao ouvi

