F1 Narrando O baile estava fervendo, o som batendo forte no peito, o povo dançando até o chão, rindo, gritando, vibrando com cada música que o DJ soltava. O cheiro de fumaça, bebida e perfume caro misturado com o da favela deixava o ar pesado, mas vivo. Eu estava ali, do lado do Banguela, ainda tentando entender que eu era o novo gerente da Maré. Ainda parecia um sonho. Eu, gerente da Maré. Eu, o F1, o moleque que cresceu correndo pelas vielas do morro, agora era o cara de confiança do Máscara. Olhava em volta e não conseguia evitar aquele sentimento misturado de orgulho e medo. Orgulho por ter chegado ali, medo por saber o peso que vinha junto com o cargo. Banguela me dava tapa no ombro e ria alto. — Tá feliz, porr.a? Agora é o gerente! — ele dizia, empolgado, com aquele sorriso esca

