Sulamita Fazia quatro anos que aquele grito estava preso em minha garganta e precisou aquele momento de tensão para que ele eclodisse. Não aguentava mais de vontade de falar, mas a voz vinha e parecia presa em algum lugar dentro do meu peito. Agora era chegada a hora. Eu não suportaria perder o Rafael e eu sabia que só aquilo impediria que ele saísse por aquela porta e talvez nunca mais voltasse. Ele não podia enfrentar aquele homem sozinho, ele não sairia vivo de lá. O corpo dele tremia em contato com o meu e eu sabia que ele estava tão emocionado quanto eu. Ele me afastou dele e me olhou entre surpreso e feliz. — Você falou Sula, você falou meu nome! Ele encostou a boca na minha e pressionou devagar. — Fala de novo! Eu sorri para ele. — Rafael... Ele me beijou novamente.

