Acordei quase na hora do almoço, bela dona de casa eu sou, ia esticar os braços, mas me contive ao perceber Caio dormir, ué, hoje é sexta e ele devia trabalhar.
_Amor acorda!- digo o cutucando na testa ele murmura algo, mas não abre os olhos. _ Caio esta tarde amor, não vai trabalhar?- insisto
_Não.- ele diz sonolento e abrindo devagar os olhos , ao consegui abri-los ele sorrir ao me vê._ Você é tão linda pela manhã.
_ Devo imaginar, minha cara inchada, cabelos desgrenhados, e sua mentira logo cedo!- falo sarcástica e ele rir e se aproxima
_ Mas continua tão linda, quero que nossos filhos puxem a sua beleza, esse teu sorriso, á como eu amo esse teu sorriso.- ele diz de olhos fechados, fico calada, pois era a primeira vez em oito anos que ele fala sobre isso, meio que rola um trauma com a paternidade, ele não superou cem por cento o abandono e como consequência disso o medo de ser um péssimo pai.
_ Filhos é?- digo esperando ele reparar no que havia falado e ele abre os olhos e vejo um tipo de brilho diferente em seu lindo oceano azul.
_Sim, você não quer?- ele pergunta.
_Sim, mas com tudo que aconteceu você nuca...- ele não deixou que eu continuasse
_Eu tinha medo Cloe, mas eu vejo que ao seu lado eu posso passar por tudo sem medo de falhar porque você sempre vai estar aqui comigo, e mesmo que meu pai tenha sido um grande...escroto, eu sei que eu não vou ser.
_Que orgulho.- Digo um pouco emocionada.- Sempre soube que seria um bom pai olha só como você cuida da Cris.
_Porque nunca tocou no assunto, perdemos oitos anos.- ele diz pensativo
_Eu estava respeitando seu tempo, sei do seu passado e não perdemos tempo, amadurecemos, veja por esse lado.- digo por fim, ele fica quieto, parecia pensativo. Após um breve momento silencioso ele sorrir e um lindo e largo sorriso surge.
_Quer tentar?- ele pergunta o encaro.
_Agora?
_Agora e a cada minuto livre!- ele fala rindo e o acompanho, concordo, e ele me beija e me entrego completamente.
...
Após uma manhã bem animada no quarto, Caio e eu descemos para o almoço. Uma paz reinava na casa, me sentia aliviada por isso, ao chegarmos na cozinha encontramos Cris, Nolan e Carret, vejo Caio respirar fundo, então aperto sua mão forte e ele me olha e volta a encara as pessoas ali presente e especialmente um de mãos dadas com a Cris, tadinho do Carret.
_ O que faz aqui?- pergunta serio.
_Caio..- Cris tenta falar, mas o mesmo a interrompe
_Não perguntei a você Cristal!- ele diz rude e eu me intrometo.
_ Não seja ignorante Caio, ouça eles.
_ Você esta apoiando essa barbaridade?- ele me encara e eu o encaro de volta.
_Eles se gostam, deixa de ser tão tosco.- digo brava, ele solta a minha mão.
_ Tosco eu? ele é muito mais velho, e é meu irmão, o que faz ele ser tio dela.- ele fala como se quisesse que todos entendessem a logica dele, mas era ele que não entendia.
_ Caio já chega!- Carret se levanta e se aproxima.- Quando você ficou com a minha irmã, a magoou, a fez sofrer eu quis te dar uma bela surra e eu sei o que você esta sentindo em relação a mim e a Cristal, porque eu sentir o mesmo, medo que algum filho da mãe a fizesse sofre. Sou mais velho assim como você era quando conheceu a Cloe, assim como você tentou não pensar, não sonhar e nem ama-lá eu tentei e falhei miseravelmente. - Carret falava sem tirar os olhos nem um minuto de Caio, era firme em cada palavra, não n**o que admirada fiquei, nunca tinha o visto com tanta determinação e ele continuou.
_ Você mais que ninguém sabe que não sou tio dela, e que também não escolhi sentir o que sinto, mas estamos aqui simplesmente por que amamos você, é nosso irmão cara, mas não viemos pedir benção, você querendo ou não vamos ficar juntos eu quero muito que você intenda isso porque eu amo a Cristal e daria a minha vida para faze-lá feliz .
E um longo silencio ecoou na sala de jantar e até Nolan estava calado, o que chega até ser estranho.
_Você a ama?- foi a única coisa que Caio perguntou.
_Amo.
_ Acho que posso viver com isso, mas se você magoá-la...
_ Eu não vou!
_Que bom, estava achando que ia rolar um UFC.- Nolan fala atraindo atenção e eu dou risada.
_ Vamos!- eu digo, Caio e Carret apertam a mão e tudo parece se acalma, mas conheço meu marido, ele ia demorar a se acostumar com a ideia, mas o amor pela Cristal é tão grande que para fazer ela feliz ele é capaz de tudo.
Agora a paz estava completa, sem Mariana, Caio e eu felizes e até planejando filhos, Carret e Cris juntos e Nolan, bom não entendo porque seu gosto pela solteirice, mas é maravilhoso ter ele aqui. A paz voltou.