Dez minutos depois, a porta se abriu. Lorena entrou carregando a garrafa d’água, os cabelos presos de qualquer jeito, o rosto ainda corado do treino. Minha boca secou na hora. Short curto, top justo, e aquela leveza de quem não faz ideia do que provoca. Ela soltou a bolsa no chão e sorriu ao me ver ali, encostado no batente da varanda. — "Sobrevivendo sem mim, Gustavo?" — provocou, tirando o tênis. Cruzei os braços, deixando o olhar correr devagar pelo corpo dela. — "Sobrevivendo... mal." — sorri de canto. — "Mas agora minha vida chegou." Ela arqueou a sobrancelha, surpresa e divertida. — "Vida, é?" — "É." — confirmei, a voz arrastada. — "Não tem nome melhor pra quem me trouxe de volta do inferno." Ela desviou o olhar, rindo baixinho, sem saber que cada gesto dela apertava mais

