Narrado por Caio Vasconcelos A porta bateu atrás de mim com um estrondo seco. O eco no apartamento vazio foi a única resposta. Joguei a chave no chão com força. Tirei o paletó, arremessei contra a parede. Andava de um lado pro outro feito um animal enjaulado. A respiração cortava a garganta. O peito parecia explodir. ** — DESGRAÇADA. — rosnei, baixinho, com os dentes cerrados. Peguei a taça de vinho esquecida no balcão e arremessei contra a parede. O vidro estourou como um grito. ** — Você me tirou tudo. — falei sozinho, encarando o reflexo torto na vidraça. — TUDO. Bati com força na mesa de mármore, o som seco enchendo o ambiente. ** — p***a, Bianca! ** Comecei a quebrar. Arranquei as fotos da parede, uma por uma. As molduras voando no chão. Peguei a garrafa de uísque

