Narrado por Lorena Mello Noite anterior à coletiva Fechei a porta do closet devagar. O som do trinco pareceu mais alto que o normal. Fiquei ali por uns segundos… parada. Respirando. Sentindo o peso da noite. Amanhã o mundo voltaria a chamar o nome dele. Gustavo Henrique Oliveira Andrade. O homem que eu cuidei. Alimentei. Reabilitei. O homem que passou meses imóvel… e que agora queria dançar comigo como se a vida tivesse começando outra vez. Eu amei esse homem em silêncio. Por tempo demais. E agora… esse amor que foi só meu, guardado aqui dentro, ia voltar pra vida dele. Pro palco. Pro império. Pra verdade. E, talvez, pra Bianca. Não me doía. Não como antes. Porque amar, eu aprendi, não é ter. É ficar quando ninguém mais fica. É cuidar sem pedir nada. É desejar que ele vi

