Narrado por Gustavo Henrique Oliveira Andrade Ela corria. Rindo. Gritando. A areia voava sob os pés dela. O cabelo bagunçado dançava no vento. E eu? Eu corria atrás. O sorriso rasgado no rosto, coisa rara, coisa nova. O peito ardendo de mais que esforço. De algo que não tinha nome ainda. — Lorena! — rosnou minha voz, rouca, atravessando a brisa salgada. Ela olhou pra trás, piscou, debochada. Aumentou a velocidade. Desgraçada. O desafio dela era gasolina no meu sangue. Acelerei. O mundo se apagou. Só existia ela. E o riso dela. E a maldita certeza de que eu não ia deixar ela escapar. De novo, não. Dei o último impulso. Alcancei. Agarrei pela cintura. Ela gritou uma risadinha, tentando se soltar. Se debateu de leve nos meus braços, rindo ainda mais. O corpo dela qu

