Eu não conseguia mais ficar deitada, como se meu corpo inteiro gritasse que alguma coisa estava fora do lugar. Levantei-me devagar, sentindo o chão frio sob os pés, e caminhei pelo corredor até a sala. Foi ali que eu vi os dois. Mas meus olhos foram direto para ele. Não dá para explicar exatamente o que senti quando vi Pantera parado ali. Era um turbilhão difícil de nomear — choque, preocupação, medo, curiosidade — tudo misturado de um jeito que deixou meu coração acelerado. Ele estava coberto de sangue, a camiseta manchada e colada ao corpo, e não dava para saber se era sangue dele ou de outra pessoa. O rosto carregava um cansaço pesado, como se a madrugada inteira tivesse cobrado um preço alto demais. Só que, por trás de toda aquela exaustão, havia algo queimando nos olhos dele. Uma rai
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