Joana caminhava morro acima, sentindo cada passo como um mergulho mais profundo em um território hostil. Não demorou muito até que ela avistasse o bar da Dona Pepa. A fachada do lugar era velha, com paredes de tijolos desgastados e pintadas com grafites m*l feitos. A entrada era escura, quase sem iluminação, exceto pelo neon piscante de uma velha placa que dizia "Bar da Pepa". O som de risadas altas e música alta emanava de dentro, misturando-se com o cheiro forte de álcool e fumaça. Ao entrar no bar, Joana sentiu como se estivesse entrando na boca do lobo. O ambiente era tomado por uma atmosfera densa, carregada de tensão e perigo. O lugar estava cheio de capangas do tráfico. Alguns jogavam cartas, outros estavam encostados nos cantos, consumindo entorpecentes sem qualquer disfarce. Havi

