A casa não era mais dela

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Coringa montou em sua moto com a destreza de sempre, mesmo que seu corpo ainda carregasse resquícios da recuperação. As dores estavam lá, pulsando discretamente a cada movimento, mas ele as ignorou completamente. A adrenalina era mais forte que qualquer incômodo físico. Sem capacete, ele arrancou pelas ruas da Rocinha, acelerando de forma calculada, mas sem pressa de chegar ao QG. Escolheu o caminho mais longo de propósito—ele queria ser visto. Cada beco, cada viela que ele cruzava, carregava olhares atentos. Alguns surpresos, outros assustados, mas todos confirmando a mesma verdade: Coringa estava vivo e bem. Os boatos de sua fraqueza seriam esmagados ali mesmo, no rastro que ele deixava pelo morro. Os vapores espalhados pela comunidade foram os primeiros a perceber e comentar. O homem

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