A festa no centro comunitário da Rocinha era tudo o que se esperava de uma celebração no morro: barulhenta, animada e cheia de gente. O espaço, que normalmente servia para eventos da comunidade, estava irreconhecível. Mesas e cadeiras de plástico estavam espalhadas pelo salão, enquanto algumas luzes coloridas piscavam no ritmo do funk que tocava alto. As caixas de som tremiam, a batida reverberava nos p****s de quem estava próximo ao palco improvisado, onde um DJ animava a multidão. Do lado de fora, churrasqueiras estavam acesas, espalhando no ar o cheiro irresistível de carne assando. Os espetinhos e porções de carne eram distribuídos à vontade, assim como as latas de cerveja e garrafas de refrigerante, empilhadas em grandes isopores cheios de gelo. Algumas mulheres da comunidade ajudava

