Igor estava acostumado ao preconceito. Como homem n***o e morador da Rocinha, ele sabia bem como era ser subestimado e, por vezes, ser visto como um criminoso apenas pela sua aparência. Nos tribunais, muitas vezes teve sua capacidade questionada, até que provava ser um advogado excepcional, deixando juízes e jurados boquiabertos com sua habilidade e inteligência. O preconceito não o abalava mais, tinha aprendido a ignorá-lo, a transformá-lo em combustível para seu sucesso. Mas quando viu aquela mulher dirigir seu veneno a Micheli, algo dentro dele mudou. O que ele normalmente ignoraria se tornou, naquele momento, um pecado mortal. Enquanto o homem lia o cartão que Igor lhe entregara, a expressão de surpresa e reconhecimento no rosto dele era evidente. Aquele era o advogado que, apenas uma

