Thaís Acordei sentindo os olhos arderem por conta da claridade do quarto. Não entendi nada do que tava rolando, onde eu estava nem o motivo do meu braço estar todo furado, com acessos pras veias. Minha cabeça doeu quando forcei a visão e olhei ao redor. O Flávio tava ali, sentado no sofá de qualquer jeito, e a Vitória dormia com a cabeça no colo dele. Meu coração errou as batidas ao lembrar do que tinha acontecido. Arranquei a máscara de oxigênio do rosto e, quando ele ajeitou nossa filha no colo e se levantou vindo na minha direção, vi que tinha um curativo no braço direito dele. Neguinho: — Coloca isso na cara. — resmungou, tirando a máscara da minha mão e tentando pôr de novo no meu rosto. Tentei dar um tapa na mão dele pra afastar, mas eu me sentia fraca e só consegui encostar —

