LONDRES. - No Castelo.
— Taylor! Peter! — diz a jovem mulher de cabelos castanhos e olhos azuis aos gritos. — Parem de implicar com o irmão de vocês!
Com um sorriso no canto da boca os meninos assente antes de saírem correndo, se transformando em pequenos lobos, indo a rua novamente para brincar na chuva.
Enquanto isso a jovem mulher, Elena, mãe dos garotos, balança a cabeça já sabendo que seus filhos não iria ouvi-la.
Até com o pai, Jhonatan, era muitas vezes um sacrifício faze-los obedecer, pelo menos a maioria.
Era dificíl de convencer qualquer um de seus filhos a fazerem alguma coisa se não fosse insistindo ou negociando.
Os dois primeiros mais velhos dos seus filhos, Derek de dezesseis anos e Ganber de quinze, eram os mais calmos.
Sabiam conversar e já entendiam o que podiam e não podiam fazer.
Alex, o terceiro mais velho de treze anos, era calmo demais.
Por ser diferentes do seus irmãos, ele sabia que tinha que ser tratado com especial atenção, e as vezes abusava disso.
Já os gemêos era uma confusão. Com doze anos de idade Taylor e Peter não eram previsíveis. Eles sabiam o que era certo, e fazia o que era certo, mais por razões e caminhos errados só para provocar.
Depois vinha Scoot. Com seus dez anos, era de um jeito ou de outro bonzinho. Fazia o que era certo, apesar de implicar com os irmãos mais novo. Ganhava tudo o que queria dos irmãos pois mesmo que soubesse, nunca contava o que eles aprontavam.
E depois vinha o penúltimo e um dos mais amados por todos.
Logan, esse era incrível e muitas vezes inexplicável.
Com oito anos de idade já podia se notar que era mandão e controlador. Obedecia as regras deixando claro que não queria faze-las.
Ele não era mimado, fazia por ganhar as coisas, pedia apenas o que sabia que merecia, e queria quando ele quisesse. Era humilde, dividia os brinquedos e tudo que tinha com os irmãos. Mais tinha uma possessividade extrema com o que era só dele.
Chegava a assustar a mentalidade e a capacidade do garoto.
E por último vinha ele. O caçula, o mais novo e mais fofo dos seus filhos.
Kanrt, com apenas quatro anos já se mostrava um menino encrenqueiro.
Quebrava os brinquedos dos irmãos por gosto, e apontava para quem estivesse por perto quando lhe perguntavam se tinha sido ele.
Pedia tudo que via, e durmia quando não era hora.
Ele era um grude com o Logan, que parecia ser o único a obedecer.
Subindo as escadas de mármore para o quarto de seu filho Logan, ela já pode ouvi-lo, com sua audição de loba, resmungando no peitoral da janela por não poder sair para fora.
Assim como podia ouvir aonde estava cada um de seus filhos.
Caçando, comendo, tomando banho, brincando lá fora, dormindo e resmungando no peitoral da janela.
Ao empurrar a porta do quarto ela o viu sentado no sofá preto ao lado da janela.
Seus cabelos pretos, e ondulado, caindo sobre seus olhos castanhos claro, cor de mel.
- Meu amor - diz ela se aproximando e se sentando ao lado do menino ímovel. - não fique zangado.
- Eu queria estar lá fora - diz o garoto baixinho, mais com a voz firme.
- Só daqui a alguns anos Logan. - Elena diz calma vendo seu filho fazer sua careta de quem não gostava das regras impostas. E deça vez era em relação ao treinamento de caça, que acontecia no jardim. Era só para os garotos apartir do dez anos.
- Acho isso ridículo. - diz ele olhando para mãe pela primeira vez desde de que ela entrou no quarto. - pelo menos mande eles pararem de me irritar. - ele fala apontando para o vidro da janela.
Elena se inclina para a janela e vê os gemêos, Peter e Taylor, fazendo caretas e rindo de lá de baixo.
Quando o olhar deles encontra com os da mãe, eles arregalam os olhos e correm para atrás de uma arvore que nem sequer escondia os dois.
Elena volta para o lado do filho pegando em sua mãozinha branca e lhe abrindo um sorriso.
- Não deixe eles provocarem você, - ela vê ele intensificar a careta e tenta pensar em outro assunto que ele goste de conversar, Logan odiava que mudassem de assunto ou o ignorassem, e sempre fazia questão de voltar na questão que não o agradava. - seu pai já esta vindo.
- Você sabe isso pela a marca? - diz ele desfazendo a careta. Mais a mudança de humor não enganou Elena conhecia seu filho e sabia que ele só tinha aceitado mudar de assunto por que conversar sobre a marca de companheiros o intrigava.
- Não, ele esta muito longe para eu senti-lo pela marca. -diz ela alisando o cabelo de seu filho, que parecia animado para não se importar mais em sair para fora e sim em conversar sobre aquilo.
- Ela não esta brilhando esta?
- Não meu amor, papai esta bem. - diz Elena com um sorriso.
Desde do momento em que explicara aos filhos por acidente que as marcas de companheiros brilha quando seu companheiro, ou companheira esta correndo algum risco de morrer.
Eles - Logan era o principal - faziam questão de olhar o pulso esquerdo da mãe aonde tinha a marca de uma coroa desenha na pele. Igualsinha a do marido que se encontrava no calcanhar esquerdo.
Sempre dando uma olhada quando o pai deles saiam, como se para ver se o pai não estava correndo perigo.
- Mãe será que minha companheira vai ser tão ou mais linda que você? - ela ouviu Logan perguntar, olhando para a marquinha que ele tinha no pulso direito. - eu quero ter uma linda loba como companheira.
Elena era rainha de um reino em que os vampiros eram odiados pelos os lobos.
Ela era rainha ao lado de um rei que odiava mais do que qualquer outra raça, os vampiros.
Jhonatan, seu marido, sempre teve a visão de que as raças nunca deve se misturar não importa de que modo.
Os lobisomens sempre vão ser superiores aos vampiros, isso é um fato, e praticamente uma lei.
Com anos de esforço, e com as gravidez, Elena conseguiu fazer Jhonatan parar com as guerras todos os dias, e apenas se defender caso eles ataquem, coisa que quase nunca acontece.
A raça de lobisomens vivem separadas das outras.
Elena e Jhonatan não reinam apenas pelos lobos, mais sim por todas as raças. Leis imposta pelos antepassados e pela própria natureza.
Mais o que mais machucava para Elena era que Jhonatan passava isso para os filhos.
Os mais velhos foram criados pela a insistência de Elena ao lado de Jhonatan.
Derek e Ganber já entendiam e apesar de nenhum agrada-lo eles não odiavam tantos os vampiros como o pai.
Alex, por ser diferente, já tinha a conciência de que era errado odiar uma raça inteira e tentar ser superior a ela com violência.
Os gemêos não se podiam dizer muito bem o que eles sentiam em relacão a isso.
Todos, sem execeção, eram alvos de suas brincadeiras.
Elena sempre se manteve ao lado dos filhos, educando-o com Jhonatan.
Por isso Scoot era tão parecido com ela, apesar de não gostar de nada que envolva vampiros, ele os respeitava.
Já o pequeno Kanrt, não ligava para nada. O que irritava Jhonatan.
E então vinha Logan.
Ele adorava que alguém dissesse que gostava de vampiros perto dele.
Adorava por que podia bater naquela pessoa por esse motivo, e isso lhe parecia justo.
Ele odiava da mesma forma que Jhonatan a raça dos vampiros, mais se mesmo o tal fosse lhe dizer alguma coisa sobre igualdade, ele começava a discutir ou Logan simplesmente o ignorava completamente.
Elena olhou para o peso em seu colo e viu Logan dormindo tranquilamente em sua coxa.
Com um sorriso, ela o ajeitou no sofa e fechou as cortinas das janelas.
Apagando a luz ela deixou seu filho mais intrigante dormindo com o pensamento de ter uma loba como companheira, nada mais do que uma loba.
LONDRES - Na Aldeia Vampiresca.
O sol estava se pondo no horizonte, e apesar de Aine esperar por isso, isso não a agradava.
Sua marca de companheiro desenhenada em seu braço na forma de um sol, brilhava já alguns momentos e ela não sabia aonde estava Drik.
Seu amado companheiro, o vampiro do qual ela se apaixonara, que compartilhava da mesma marca de sol, só que na coxa esquerda, agora corria perigo por algum lugar e ela não podia ir ajuda-lo. Não podia ir procura-lo.
Só podia ficar em casa esperando o sol se por para poder fugir com sua filha, Marrie.
Por que se Drik estava em perigo, elas também estavam.
Com seis anos de idade, Marrie brincava no chão da sala sem prestar atenção ou sem entender o brilho da marca da mãe.
Aine era uma vampira Solares, e tinha que esperar a noite cair e a lua aparecer para poder sair com sua filha.
Ela rezava para que sua marca não ficasse preta, signigicando que seu companheiro esta morto.
Drik não podia morrer.
Ele não podia deixar ela e Marrie sozinhas nesse mundo ruin.
Ainda apreensiva Aine sentiu o cheiro de lobisomen se aproximando da casa, isso as vezes acontecia mais dessa vez o alvo era casa.
Ou melhor, quem estava nela.
Com sua rapidez ela pegou Marrie no colo ignorando seus protesto e a levou para seu quarto.
- Mamãe eu quelo blinca!
- Sinto muito pequena, fique aqui tudo bem? - Aine obiviamente não queria demonstrar a sua filha que estava se corroendo de medo com o fato de que teria que lutar com um numero desconhecidos de lobisomens.
Aine a colocou dentro do closet e se abaixou para ficar na altura de sua filha.
- Mamãe te ama, ouviu Marrie? A mamãe te ama muito. - diz ela não querendo chorar na frente da filha.
Marrie sem entender apenas deu um beijo na bochecha da mãe.
- Eu também te amo mamãe.
Quero que fique aqui, esta me ouvindo? - diz Aine apavorada por saber que ainda estava sol e ela ja ouvia a porta da frente de sua casa ser derrubada.
- não saia daqui. - diz Aine se levantando, Drik estava próximo delas, ela podia sentir, teria que segurar os lobisomens para não atacar sua filha.
Faria de tudo para que não atacassem sua filha.
- não me deixa mamãe. - a voz de Marrie era ignorada pela a porta do closet sendo fechada.
Marrie estava assustada, ouviu um barulho mais a mãe não se importou então não deveria ser nada demais.
Agora ela estava ali, dentro do closet assustada e ouvindo barulhos estranhos.
A mãe ia voltar para pega-lá, ela sabia disso.
Ela só tinha que esperar que a mãe já já chegava para busca-la da li de dentro.
Mais ela teve que sair.
Ela não podia mais ficar ali dentro.
Não quando ouviu sua mãe gritar.
E não era os gritos que ela dava em Marrie quando fazia alguma coisa de errado.
Era um grito de dor.
Sua mãe tinha se machucado e ela precisava ajuda-la.
Saindo do quarto a passos lentos, ela viu um líquido vermelho escorrer entre os tapetes da sala.
A casa estava toda escura.
Marrie não ia conseguir achar a mãe se estivesse escuro.
Ela sabia aonde estava o interruptor para acender a luz, ela cresceu o suficiente para alcança-lo já.
Com a intenção de acender a luz ela foi andando até a sala, ouvindo barulhos de cachorros, e os gemidos que as pessoas davam quando ralava o joelho.
A sala estava mais escura ainda e tinha barulhos de coisas se quebrando.
Ela levou a mão no interruptor,e então tudo aconteceu rápido demais.
Ela ouviu o grito da mãe a chamando enquanto apertava o botão e chachorros enormes com olhos sombrios apareciam em cima de seu pai e de sua mãe, que já estava sangrando.
Ela viu sua mãe tentar agarra-la mais o lobo de olhos azuis levantou a pata direita a atacando com as garras e fazendo sua mãe deslizar pela parede.
Seu pai gritava e lutava para alcança-la mais eram muitos cachorros, e ele foi derrubado por um, o mesmo o segurou pela blusa e deixou de ser cachorro e se transformou ne um homem alto e loiro.
Marrie com os olhos cheios de lágrimas paralizada no lugar, percebeu que ele não estava segurando seu pai, ele estava com a mão dentro do peito de seu pai. E Marrie viu ele puxar alguma coisa de dentro de seu pai, fazendo ele cair no chão e a marca de sol no braço da mãe se apagar, ficando completamente preta.
A mãe de Marrie que se mantia em pé, ofegou e levou a mão ao peito por um segundo, deixando que os cachorros mordessem um lado de seu pescoço abocanhando toda a carne que ligava sua cabeça com o corpo.
Quando Marrie deu um passo para frente ela sentiu seus pés saindo do chão ao ser pegada no colo por um homem que rapidamente quebrou a parede a atravessando com a garota em seus braços.
Sem parar de correr ou de diminuir a velocidade o homem levava uma Marrie inconciênte com o choque para longe daquele m******e.
Para longe de seus pais mortos.