Um nó se formou em seu estomâgo e com desespero ela começou a bater na parede mágica que a separava de sua casa.
- me deixa passar.....por favor... - ela pedia baixinho enquanto tentava a qualquer custo passar.
Ela sentiu sua marca de lua no pescoço esquentar e a tocou tentando se acalmar.
Ela precisava se acalmar e sair dali.
Ela contornou sua marca de companheiro com os dedos e se abaixou escorregando pela parede invisivel.
Um movimento da árvore a sua frente a fez ficar de pé rapidamente e segurar o cabo de sua adaga com mais força.
De repente ela sentiu uma presenca muito forte ao redor e então ela o viu.
Um lobo maior do que qualquer outro que ela ja tivesse visto.
Ele era totalmente preto e seus olhos eram de um vermelho vivo, um vermelho de sangue.
Marrie de arrepiou e seu coração bateu mais rapido.
O lobo parecia o mais assustador que Marrie ja vira, tudo nele parecia triplicar de tamanho.
Ela finalmente sentiu o medo em seus veias quando o lobo deu uma fungada no ar e rosnou.
Certo, ele já viu que ela era vampira.
Ela apertou o cabo da adaga mais forte quando o lobo deu um passo em sua direção.
O ar ficou mais tenso a sua volta e parecia que um grande peso estava sobre suas costas a forçando para baixo, forçando-a a desistir.
Marrie só sentiu aquilo, de um jeito bem mais fraco, uma vez aos trezes anos quando Ben falava com seu exercito, era dominância.
E aquele lobo exalava dominância da mesma forma que respirava.
Ele rosnou quando olhou para a adaga na mão de Marrie e ela pensou que nunca ouviu som mais diferente que aquele, mais instenso que aquele, era como se seu corpo entendesse o que ele dizia.
Com a ideia de tentar sair dali viva ela jogou a adaga para longe e levantou as mão mostrando as palmas em sinal de rendida.
O lobo deu outro passo na direção dela e rosnou novamente.
- não m..me.machuque!! - ela consiguiu dizer olhando em seus olhos.
Apesar de assustador o lobo era lindo.
Sua pelagem preta parecia macia e grossa.
E Marrie se assustou por notar isso.
Ele deu outro passo em sua direção e o desespero da menina se infiltrou no coração quase o fazendo sair pela boca.
Ele rosnou mostrando seus destes afiados e se abaixou nas duas patas dianteira em posição de ataque. Antes mesmo que ela pudesse pensar o lobo saltou em sua direção pronto para ataca-la.
- não.! - com desespero Marrie se encolheu jogando a cabeça para a esquerda e tampando os rostos com as mãos.
Ela esperou a dor da mordida ou das garras fincando em sua carne, mais não veio.
Assustada e tremendo, aos poucos ela abriu os olhos tirando a mão do rosto, e ofêgou com o que viu.
O lobo preto e enorme que estava a sua frente tinha desaparecido e em seu lugar se encontrava um grande e belo homem.
Com os cabelos pretos e os olhos agora castanhos claro, cor de mel, ela sentiu seus olhos se arregalarem.
O lobisomen a olhava com os olhos arregalados também e com uma pura expressão de surpresa.
Seu olhar se concentrava nitidamente no pescoco de Marrie.
Não sabendo o por que daquilo ou se fazia alguma coisa, Marrie apenas ficou parada, se obrigando a respirar mais divagar para evitar movimentos brusco.
A mão do homem a sua frente se levantou e Marrie não se afastou quando ele tocou a pele do seu pescoço, presisamente a marca em forma de lua minguante que tinha, sua marca de companheiro.
A marca esquentou mais uma vez juntou com todo o corpo de Marrie quando ele a tocou.
- não, não, não.... - ela ouviu sair da boca homem a sua frente em um tom incrédulo, quase como uma suplíca.
Sem aviso ele enfiou o rosto no pescoço dela e estremessendo todo seu corpo ela o sentiu passar a língua por sua pele a fazendo arregalar os olhos com o que sentiu.
Uma estranha sensação de atração preencheu o corpo da garota a fazendo se apertar mais contra a barreira invisivel.
Ela ouviu o homem rosnar novamente e quando ele se afastou e Marrie pode vêr seu rosto novamente ela se assustou.
Sua expressão era pior do que raiva.
Era um mistuta de raiva, fúria, nojo e medo.
Ele a olhava muito mais intenso agora do que como lobo.
Ela recuou de adinte de sua expressão e ele se afastou mais ainda, agora mordendo o lábio com os dentes até sair sangue.
Ao vêr o sangue Marrie sentiu seus intintos acordarem e suas presas sair para fora.
O que foi a pior coisa que poderia ter feito de frente para aquele lobisomen.
O olhar que ele dirigiu a ela foi de completo ódio e repulsa.
Parecia que queria ataca-la até não sobrar nenhum pedacinho de carne.
Seus olhos ficaram vermelhos e antes da garota se assustar com a ideia dele se transformar em lobo, o homem a sua frente ficou em pé e começou a andar pelo o caminho que tinha vindo.
Ao mesmo tempo em que o medo de Marrie cresceu, suas bochechss esquentaram ao constatar que o homem estava completamente nu.
Ela ficou paralisada o vendo dar passos cheios de raivas e se obrigando a não ter esperanças de viver.
De repente ele parou e olhou para trás, seu olhar cheio de ódio encontrou com o dela apavorado e ela se arrepiou de medo.
Como se estivesse sem paciência ele retornou seus passos e Marrie se apertou contra a barreira antes dele a alcançar e com brutalidade pegar em seus cabelos a arrastando para perto.
Ela pensou que seria apenas o puxão violento mais se viu com dor de cabeça depois dele voltar a andar a arrastando pelos cabelos.
- p..para.. me solta!..- ela se ouviu implorando colocando as mãos nos cabelos e tentando tira-los das garras do lobisomen.
Ele não se importou com a dor que a estava causando.
Ele não se importou em arrasta-lá por pedras e buracos, machucando ainda mais seu pequeno corpo.
Ele não se importou com os pedidos desesperados dela para que ele a soltasse.
Marrie se encolheu com lágrimas nos olhos e segurou o máximo dos fios de cabelos que pode para tentar amenizar a dor.
Ela via as árvores passarem rápidas pelo seus olhos embaçados.
Uma floresta intensa que ela não pode olhar o suficiente para ter uma opinião aparecia e desaparecia de seu campo de visão.
Ela ouvia o rosnado do lobisomen que a arrastava toda vez que ela gemia de dor.
Mais o que ela poderia fazer?
Nunca sentiu aquilo antes.
Aquela sensação de medo que a possuía de forma brusca.
Aquele desespero que ela sentia em cada parte de seu corpo por saber que estava longe de seu clãn.
Longe das pessoas que se importavam com ela.
Ela tentou reprimi o máximo de seus gemidos e conseguiu quando sua atenção foi chamada para as pessoas que apareciam ao seu redor.
Uma mulher mais velhas de cabelos longos a olhava com olhos arregalados quando ela passou sendo arrastada.
As outras pessoas que ela conseguiu enchergar a olhavam da mesma maneira.
Uma chama de esperança se acendeu em seu peito e ela pensou que talvez se gritasse por ajuda eles poderiam ajuda-lá.
Poderiam tira-lá das mãos daquele lobo violento.
Quando ela pensou em se arriscar o aperto em seu cabelo aumentou como se ele soubesse o que ela estava preste a fazer e isso foi um aviso.
Quando ela voltou, com esforço, a olhar para as pessoas que havia ali era notou algumas coisas que seu desespero não se importava em ignorar.
Todos olhavam apenas para ela, sendo arrastada pelo chão.
Apenas para ela, e não levantavam o olhar para ele, o que a fez entender que ele poderia ser um lobo Alfa.
Outra coisa é que os olhar que a lançavam não era de pena, dó, ou compaixão.
Era apenas de surpresa.
Eles não pareciam reprovar o compartamento daquele lobisomen.
Pareciam apenas surpresos pelo fato dele está fazendo aquilo.
Não pareciam se importar com a dor que ela poderia estar sentindo ou com os machucados que ele estava lhe causando.
E então ela ignorou esses seus pensamentos.
Ela esquecera que não estava em seu território.
Os lobisomens odiavam os vampiros.
E é claro que seria uma surpresa para eles vêr um lobisomen arrastar uma vampira para dentro de seu próprio território em vez de mata-lá de uma vez.
Ela sentiu um puxão bem mais forte quando ele começou a subir degraus de escadas.
Ela tentou acompanha-lo levantando o corpo em cada degrau, para evitar se machucar mais.
Ela viu que estava subindo uma escada de mármore e que depois passava por um portão enorme de madeira com detalhes desenhados em linhas finas e douradas.
Ela percebeu que não estava sendo arrastada mais pelo chão aspero e cheio de pedrinhas antes, agora estava sobe pisos lisos da cor branco e pessêgo.
De repente ela sentiu os dedos do lobisomen finalmente a soltarem a jogando no chão frio com um empurrão violento.
- o que é isso?!
Ela levantou o rosto quando ouviu uma voz grave e surpresa, passando as mãos pelos os olhos para limpar as lágrimas.
Ela viu um homem desçendo escadas grandes e brancas, que ficavam no meio de um salão de entrada.
Ele era alto com ombros largos, tinha músculos exagerados, os cabelos castanho escuro, só um pouco mais claro que o lobisomen que a havia agarrado.
Marrie viu o lobisomen que a arrastou até ali, parado ao lado da escada passando as mãos nos cabelos castanho escuro, quase preto.
Ele parecia raivoso, violento e apavorado com alguma coisa.
Marrie desviou o olhar para o homem que desçera a escada, ele concerteza era lobisomen.
Quando ele falou Marrie sentiu a presença da sua dominância.
Não era tão intensa quanto a do outro mais era forte também.
- o que um vampira esta fazendo aqui Logan?!! - o homem elevou a voz para o lobo que tinha a arrastado até ali, ele parecia claramente indignado, surpreso, e Marrie sentiu uma pontada de repulsa em sua voz.
Logan. Esse era o nome do primeiro lobo que a tocou.
Esse nome aprofundou os pensamentos de Marrie de forma que ela teve certeza que mesmo se quisesse nunca poderia esquecer.
Logan apenas ficou parado se mechendo de um jeito frustado.
Ele parecia trastornado com as palavras do outro homem e não o respodeu.
- Logan... - o outro começou mais Logan parecia prestes a explodir e se transformar ali mesmo.
- ela não pode ir embora!! - Logan rosna olhando na direção do homem com os olhos desesperado, como se nem ele mesmo acreditasse nas próprias palavras - eu... eu tinha ...que traze-la!! Eu não consegui evitar Scoot!! Eu não consegui!!
Logan rosnou de uma forma tão intensa que Marrie se encolheu e teve certeza que o lugar todo o ouviu.
Scoot o olhava de forma intrigante, surpreso e preocupado ao mesmo tempo.
- Logan me explica o que esta acontecendo!! Por que esta vampira esta aqui?
- ela vai ficar aqui .. - Logan disse sem olhar para um lugar realmente. Ele parecia que iria desabar ali mesmo naqueles degraus. Ele parecia odiar dizer aquilo.
O coração de Marrie acelerou com suas palavras.
Não, não, não...
- essa vampira vai ficar aqui! Leve-a para o porão, ou qualquer lugar que a mantenha bem longe de mim!!
Marrie percebeu o nojo e a raiva que ele sentia por ela em suas palavras e o aperto no seu peito só aumentou.
Não, não..
- Logan.. - Scoot tentou argumentar, Marrie não sabia se era contra ela ou afavor, mais Logan já havia subido correndo as escadas sem se importar com qualquer outra coisa.
O barulho de uma porta sendo batida com brutalidade ecou pelo espaço.
Não, não, não...
Ela não poderia ficar ali.
Seu tio Ben já havia contado histórias a ela de que muitos lobos pegavam mulheres para usa-lás quando sentisse vontade.
As lagrimas escorreu pelo rosto de Marrie sem que ela pudesse evitar.
Ela preferia morrer como seus pais do que ser usada por um lobisomem.
Ela se assustou quando o homem que ficou no salão, Scoot, apareceu ao seu lado.
- po..por f.favor. - ela se sentiu um lixo por estar humilhando a vida para um lobisomem mais não se importava.
Ou ela saíria dali ou ela morreria ali mesmo.
Scoot pegou em seu rosto com uma das mãos e a levantou sem nenhum um pouco de delicadeza, como fazia os garotos de seu clãn.
Ele a analisou com os olhos estreitados.
Seus dedos apertavam o rosto da garota com firmeza mais não de uma forma violenta.
A cabeça de Marrie doía como se tivessem arrancado seu couro cabeludo mais ela se limitou a pelo menos parar de chorar.
Ele fungou o ar e fez uma careta depois.
Ela não pensou em nenhum momento que algum lobisomem pudesse gostar dos cheiros dos vampiros.
O vampiro támbém não gostava dos deles.
- acho que....- ele para de falar quando olha para o lado direito do pescoço de Marrie e arregala os olhos ofêgando. - ah meu deus!!
Sem entender Marrie apenas observou enquanto ele olhava para o rosto da garota e depois para seu pescoço.
Ela se sentiu apavorada como se tivesse feito algo de errado.
Quando Scoot olhou de novo para o pescoço dela ele ofêgou novamente e soltou seu queixo.
- meu deus!! Que droga é essa?!!
Ela automaticamente colocou as mãos no pescoço e se afastou dele.
Ele a olhou como se tivesse vendo algo inacreditável na sua frente.
Marrie não sentiu nada de errado em sua pele.
Ele balançou a cabeça, ainda a olhando de olhos arregalados e segurou em seu pulso a puxando na direção da escada.
Ela se deteve.
- n..não por favor ..não façam isso comigo, por favor.. - ela disse não conseguindo evitar que as lagrimas enchesse seus olhos.
- não posso te ajudar nisso agora, mais ninguém irá te machucar. - diz ele a puxando para as escadas. - agora eu entendo por que ele ficou daquele jeito, até eu ficaria!!
Mais Marrie não entendia o que deixou aquele tal de Logan naquele estado.
Óbvio que o fato de encontrar uma vampira em seu território, contríbuíu e muito para tudo aquilo.
Dava para notar de longe o ódio que ele exalava pela espécie dela.
Mais por que ninguém iria machuca-lá?
Ela era vampira e eles lobisomen, como ninguém ali machucaria ela, se todos odiavam sua espécie.
Ela quis dar um riso sarcástico para aquele lobo, mais ficou com medo de não aguentar e acabar chorando, então apenas ficou em silêncio com as mãos trêmulas.
Scoot a conduziu até uma porta cinza a abrindo e empurrando Marrie para ali dentro e a deixando, fechando a porta.
O medo corrompeu Marrie dos pés a cabeça e antes que ela pudesse chorar, gritar, ou fazer qualquer coisa.
Uma dor insuportável a atingiu no estômago fazendo Marrie se encolher, e sentar na cama sem folêgo.
Ela apertou as mãos contra a barriga querendo esmagar a dor, mais a tontura se aliou contra ela fazendo tudo a sua volta girar.
O cansaço atingiu seu corpo e a dor em seu estômago piorou parecendo que ia sair para fora dela.
Ela se concentrou em respirar tentando levar oxigênio para seus pulmões mais a razão deixou seu célebro junto com sua conciência e seu corpo caiu na cama, desmaiada.