A empresa inteira estava diferente naquele dia. Mais leve. Mais barulhenta. Mais… animada. Era a festa anual. Um evento promovido para os funcionários. Música ambiente. Luzes mais suaves. Bebidas circulando. Conversas mais soltas do que o normal. Uma tentativa de transformar pressão em convivência. E, ironicamente… o primeiro dia em que Pedro parecia não existir. Desde aquela noite. Desde o momento em que ele ficou parado na rua. Encostado no carro. Olhando para cima. Olhando para ela. Depois disso… silêncio. Nenhuma mensagem. Nenhuma provocação. Nenhuma humilhação pública. No trabalho… ele simplesmente… mudou. Frio. Distante. Estritamente profissional. Como se nada tivesse acontecido. Como se ela nunca tivesse existido fora das tarefas. E aquilo… não trouxe

