Um trovão cortou o céu e iluminou meu quarto, acordei assustada e logo senti a mão forte de Antônio em minhas costas. O cheiro de terra invadiu o quarto pela janela aberta. Levantei meio zonza a fechei. Fiquei ainda observando a escuridão enquanto as primeiras gotas acertavam os quadradinhos de vidro. - Você não acha estranho tudo ter se acalmado? - Olhei por cima do ombro. Antônio levantou e veio na minha direção, estava descalço e com o cabelo castanho claro solto. Senti a mão dele de novo em minhas costas. - Eu acho que algo está muito fora do lugar aqui. - A voz saiu baixa. - Não vejo Sara andando pela casa, nem mesmo Anastácia, e sei que ela estava atrás de você. Não estamos só. Soltei a respiração que estava presa na garganta. Eu também sentia algo estranho caminhando pelos corr

