Nadia observou Aurora se afastar com a mãe sem disfarçar a raiva, os dedos crispando ao lado do corpo enquanto o maxilar ficava duro demais para parecer natural. Ela queria avançar. Queria dizer alguma coisa. Qualquer coisa que recolocasse Aurora no lugar que ela achava que merecia. Mas não podia. Não ali. Não com tantos olhos atentos, instrutores próximos demais, murmúrios se espalhando como pólvora molhada, prontos para incendiar ao menor descuido. Ela respirou fundo, o peito subindo rápido, e forçou um sorriso tenso quando percebeu que estava sendo observada. O tipo de sorriso que não alcança os olhos. O tipo que machuca a mandíbula de tanto segurar. — Não agora — murmurou para si mesma, quase sem som. Foi então que sentiu a presença ao lado dela antes mesmo de ouvir a voz. — Intere

