Veneno Silencioso

1048 Palavras

POV: Aurora Acordei com o gosto de metal na língua e um nó na base da nuca. Por um segundo, pensei que ainda estava sonhando, mas o enjoo veio como um soco seco no estômago. Virei de lado, tentando não fazer barulho, mas o colchão rangeu e senti o corpo de Dante se mover no chão da cela. — Que m***a é essa agora? — ele resmungou com a voz arrastada de sono. — Nada. Dorme. — Você tá andando feito um zumbi, estou nessa p***a para vvencer Aurora juro que se me atrapalhar… — Vai se f***r, Dante. Ele bufou, mas não insistiu. Mesmo assim, ficou me observando enquanto eu cruzava a cela. Senti os olhos dele queimando nas minhas costas. Eu precisava fingir que estava tudo normal, mas cada passo parecia um teste. O chão girava. As bordas da visão escureciam. No banheiro, me apoiei na pia com

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