Matando a saudade

1162 Palavras
Thamires On Cada parte de mim gritava por algo. Eu queria muito ficar ali com meu irmão e conversar sobre tudo que aconteceu. Saber da minha mãe e tudo mais, mas outra parte minha ansiava por ver meu filho e ficar ao seu lado. Até alguns dias era somente eu e Max. Depois apareceu meu amigo Edi, aí reencontrei Ramon e agora descubro que tenho uma família. Uma mãe, um irmão, uma avó. Mas ele não mencionou sobre pai. Mais tudo bem, depois conversamos sobre tudo. Meu irmão é meio que parecido comigo. Só que ele é alto ao contrário de mim kkk. Ele me parece alguém com muito poder e personalidade e claro tem um carinho enorme por mim. Só bastou eu falar que queria vim pro rio se janeiro que ele arrumou tudo. Desde de helicóptero a armas, afinal não sei oque me espera. Antes de embarcar ele veio e me falou que não podia vim pois tinha uma reunião importante e eu claro super entendo. Preferi vim somente com um soldado de segurança, não ia deixar ele desprotegido e eu vou de carro blindado até o morro. Sei que meu filho não está em nenhum hospital, pois pesquisei um por um dos melhores e não tinha nenhum paciente internado com o nome Maximiliano. Não quis ligar para o Ramon por questão de segurança mesmo. Jacaré sumiu do mapa. Liguei no seu número diversas vezes pra me ajudar a chegar no morro e ele simplesmente não atende o celular. Mas é isso agora do quero meu Max. Enfim cheguei no Rio e o calor da daquele jeito. - Senhora, o carro nos aguarda. Tem certeza que não quer que eu vá até lá? Meu patrão vai me matar se algo lhe acontecer. Olhei pro rapaz que estava na minha Escolta e vi o medo em seus olhos, não medo do que nos esperava, mas medo do meu irmão. - Pode vim comigo. Afinal não estou na minha melhor forma e você pode me ajudar. Ele assentiu e pegou duas bolsas do helicóptero. Eu nem havia prestado atenção nele colocar essas bolsas. Deve que foi quando estava conversando com o meu irmão. Olhei e parecia bem pesadas. - Ei, oque são essas bolsas ? Ele me olhou e soltou um leve sorriso de canto. - Presentes do patrão. Achou mesmo que ele iria deixar sua joia preciosa somente com essa pistola. Dei um sorriso e o ajudei a pegar a bolsa. Quando entramos no carro abri e meus olhos brilharam. - c*****o ele é f**a mesmo. Não demorou e estou aqui diante do morro do Vidigal. Olhei tudo e descemos eu e a parede de músculos atrás de mim. Coloquei a sacola no chão e os cara que fazia a contenção já me olhou. Eu sabia todos os becos desse lugar. Graças as minhas operações aprendi a estudar as favelas. Sei bem o caminho que irei trilhar até a casa só chefe. Estudei tudo antes de vim. Jamais andar desprevenida, essa é a regra. Quando estive aqui sequer sai na rua. Ninguém me conhece e não conheço ninguém. Senti a tensão que os moleque nos olhava. - E aí, cadê o chefe de vocês? Quero subir agora. Já cheguei falando firme e determinada. Menino passou o rádio e nada de resposta. - Ele não tá atendendo não. Vou ligar por sub Chamou o rádio e nada Já fiquei estressada. - O Cinderela ninguém atende não. Então dá meia volta e vaza antes de nós meter bala. Olhei pro segurança do meu irmão que no caso é meu agora e soltei uma risada diabólica. - Tá afim de brincar grandão? Acho que está na hora da diversão. Os cara já apontou o fuzil pra nós. Mas aí me abaixei e abri a bolsa e levantei. O grandão pegou a primeira semi metralhadora e jogou pra mim. - Hora da diversão patroinha. Os cara olhou e ouvi uns comentários sobre as armas. - E agora vai me deixar subir ou terei que fazer uma festa particular nesse morro. Bora c*****o, eu quero ir na casa só seu chefe. Os moleque não se move. - Tá surdo porrä? Ele então fala. - Tá achando que é quem pra me dar ordens? Bora galera mete bala. Olhei pra ele e escutei o primeiro disparo e então gritei - SOU A MULHER DO CHEFE SEU PUTO. Só falei isso e metralhei o cara é todos ficaram olhando. - Vão me levar ou vão ficar aqui nessa pularia. Me leva no chefe. E só aviso, ninguém ousa me impedir ou terão que lidar com a mulher do chefe, o chefe e o enviado aqui do Satanás. Não era pra ser assim, mas o Ramon não me atendeu e nem atendeu os pivete dele. Bando de frouxo, ninguém para na frente do morro de fuzil e não leva bala. Dei graças ao céus por eles ser tão paspalho. Ramon precisa rever isso. Onde se viu o chefe nem o sub atender um rádio. Que bagunça é essa. Qualquer um entra aqui e pega nosso filho. Espero que ele esteja em casa cuidando do Maximiliano. Só isso muda o fato dele não atender. Andei a passos firmes e então escuto uma moto se aproximar. - Então é você. Olhei com desdém - Sou eu mesma. Mas quem é você? Ele desce da moto e vem - Sou PH, o sub do morro. Olhei e não acreditei. Cara tem maior cara de playboy. - Então é você que ajuda nessa bagunça aqui. Cadê o Ra... o ceifador ? Ele me olha e olha atrás de mim. - Nem olhar assim pois ele é meu segurança. Esta pronto pra matar qualquer um por mim e por ele mesmo. - Aí sim. Agora sei porque o chefe é gamado a tantos anos. Ele mando uma msg e logo um carro para. - Entrem aí. Pois o calor tá demais aqui. Entramos no carro e seguimos rumo a casa ceifador. O carro mau parou e corri pra dentro. Abri a porta e quem eu vejo. - Amiga você está viva. Que felicidade. Camilla vem e me abraça apertado. - Cadê ele? Cadê meu Max? Ela então me solta e me indica o quarto. Largo a arma e vou. Subo a passos apressados e quando abro. Aporta caio de joelhos agradecendo a Deus por cuidar dele. Ele está deitado e dormindo profundamente. Meu filho está tão magro, tem uma aparência pálida e mesmo assim o rosto está sereno. Me deito ao seu lado e o abraço apertado. - Te amo tanto meu filho. Me perdoe por ter deixo você sofrer, mas agora você tem a mim e ao seu pai. Nós te amamos demais. Ele se meche mas não acorda. Continuo ali velando seu sono e admirando meu rapazinho. Como eu amo meu filho e como senti falta de estar assim abraça a ele. Ter ele aqui em meus braços novamente e minha paz.
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