Thamires On
Cada parte de mim gritava por algo. Eu queria muito ficar ali com meu irmão e conversar sobre tudo que aconteceu. Saber da minha mãe e tudo mais, mas outra parte minha ansiava por ver meu filho e ficar ao seu lado.
Até alguns dias era somente eu e Max. Depois apareceu meu amigo Edi, aí reencontrei Ramon e agora descubro que tenho uma família. Uma mãe, um irmão, uma avó. Mas ele não mencionou sobre pai. Mais tudo bem, depois conversamos sobre tudo.
Meu irmão é meio que parecido comigo. Só que ele é alto ao contrário de mim kkk. Ele me parece alguém com muito poder e personalidade e claro tem um carinho enorme por mim.
Só bastou eu falar que queria vim pro rio se janeiro que ele arrumou tudo. Desde de helicóptero a armas, afinal não sei oque me espera.
Antes de embarcar ele veio e me falou que não podia vim pois tinha uma reunião importante e eu claro super entendo. Preferi vim somente com um soldado de segurança, não ia deixar ele desprotegido e eu vou de carro blindado até o morro. Sei que meu filho não está em nenhum hospital, pois pesquisei um por um dos melhores e não tinha nenhum paciente internado com o nome Maximiliano. Não quis ligar para o Ramon por questão de segurança mesmo. Jacaré sumiu do mapa. Liguei no seu número diversas vezes pra me ajudar a chegar no morro e ele simplesmente não atende o celular. Mas é isso agora do quero meu Max.
Enfim cheguei no Rio e o calor da daquele jeito.
- Senhora, o carro nos aguarda. Tem certeza que não quer que eu vá até lá? Meu patrão vai me matar se algo lhe acontecer.
Olhei pro rapaz que estava na minha Escolta e vi o medo em seus olhos, não medo do que nos esperava, mas medo do meu irmão.
- Pode vim comigo. Afinal não estou na minha melhor forma e você pode me ajudar.
Ele assentiu e pegou duas bolsas do helicóptero. Eu nem havia prestado atenção nele colocar essas bolsas. Deve que foi quando estava conversando com o meu irmão.
Olhei e parecia bem pesadas.
- Ei, oque são essas bolsas ?
Ele me olhou e soltou um leve sorriso de canto.
- Presentes do patrão. Achou mesmo que ele iria deixar sua joia preciosa somente com essa pistola.
Dei um sorriso e o ajudei a pegar a bolsa. Quando entramos no carro abri e meus olhos brilharam.
- c*****o ele é f**a mesmo.
Não demorou e estou aqui diante do morro do Vidigal.
Olhei tudo e descemos eu e a parede de músculos atrás de mim.
Coloquei a sacola no chão e os cara que fazia a contenção já me olhou.
Eu sabia todos os becos desse lugar. Graças as minhas operações aprendi a estudar as favelas. Sei bem o caminho que irei trilhar até a casa só chefe.
Estudei tudo antes de vim. Jamais andar desprevenida, essa é a regra. Quando estive aqui sequer sai na rua. Ninguém me conhece e não conheço ninguém.
Senti a tensão que os moleque nos olhava.
- E aí, cadê o chefe de vocês? Quero subir agora.
Já cheguei falando firme e determinada.
Menino passou o rádio e nada de resposta.
- Ele não tá atendendo não. Vou ligar por sub
Chamou o rádio e nada
Já fiquei estressada.
- O Cinderela ninguém atende não. Então dá meia volta e vaza antes de nós meter bala.
Olhei pro segurança do meu irmão que no caso é meu agora e soltei uma risada diabólica.
- Tá afim de brincar grandão? Acho que está na hora da diversão.
Os cara já apontou o fuzil pra nós. Mas aí me abaixei e abri a bolsa e levantei. O grandão pegou a primeira semi metralhadora e jogou pra mim.
- Hora da diversão patroinha.
Os cara olhou e ouvi uns comentários sobre as armas.
- E agora vai me deixar subir ou terei que fazer uma festa particular nesse morro. Bora c*****o, eu quero ir na casa só seu chefe.
Os moleque não se move.
- Tá surdo porrä?
Ele então fala.
- Tá achando que é quem pra me dar ordens? Bora galera mete bala.
Olhei pra ele e escutei o primeiro disparo e então gritei
- SOU A MULHER DO CHEFE SEU PUTO.
Só falei isso e metralhei o cara é todos ficaram olhando.
- Vão me levar ou vão ficar aqui nessa pularia. Me leva no chefe. E só aviso, ninguém ousa me impedir ou terão que lidar com a mulher do chefe, o chefe e o enviado aqui do Satanás.
Não era pra ser assim, mas o Ramon não me atendeu e nem atendeu os pivete dele. Bando de frouxo, ninguém para na frente do morro de fuzil e não leva bala. Dei graças ao céus por eles ser tão paspalho. Ramon precisa rever isso. Onde se viu o chefe nem o sub atender um rádio. Que bagunça é essa. Qualquer um entra aqui e pega nosso filho.
Espero que ele esteja em casa cuidando do Maximiliano. Só isso muda o fato dele não atender.
Andei a passos firmes e então escuto uma moto se aproximar.
- Então é você.
Olhei com desdém
- Sou eu mesma. Mas quem é você?
Ele desce da moto e vem
- Sou PH, o sub do morro.
Olhei e não acreditei. Cara tem maior cara de playboy.
- Então é você que ajuda nessa bagunça aqui. Cadê o Ra... o ceifador ?
Ele me olha e olha atrás de mim.
- Nem olhar assim pois ele é meu segurança. Esta pronto pra matar qualquer um por mim e por ele mesmo.
- Aí sim. Agora sei porque o chefe é gamado a tantos anos.
Ele mando uma msg e logo um carro para.
- Entrem aí. Pois o calor tá demais aqui.
Entramos no carro e seguimos rumo a casa ceifador. O carro mau parou e corri pra dentro.
Abri a porta e quem eu vejo.
- Amiga você está viva. Que felicidade.
Camilla vem e me abraça apertado.
- Cadê ele? Cadê meu Max?
Ela então me solta e me indica o quarto. Largo a arma e vou.
Subo a passos apressados e quando abro. Aporta caio de joelhos agradecendo a Deus por cuidar dele.
Ele está deitado e dormindo profundamente. Meu filho está tão magro, tem uma aparência pálida e mesmo assim o rosto está sereno.
Me deito ao seu lado e o abraço apertado.
- Te amo tanto meu filho. Me perdoe por ter deixo você sofrer, mas agora você tem a mim e ao seu pai. Nós te amamos demais.
Ele se meche mas não acorda. Continuo ali velando seu sono e admirando meu rapazinho. Como eu amo meu filho e como senti falta de estar assim abraça a ele. Ter ele aqui em meus braços novamente e minha paz.